Gestora de abrigo com baratas e fezes ganha liberdade em Salvador

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O lar abrigava oito idosas no bairro de Roma |  Foto: Shirley Stolze/ Ag. A Tarde

A gestora do Lar de Idosos Irmã Elizabete, Roseli Santos Silva, foi solta nesta terça-feira (14) após a Justiça conceder liberdade provisória durante audiência de custódia. Ela havia sido presa na segunda-feira (13), depois que a instituição, localizada no bairro de Roma, em Salvador, foi interditada por apresentar condições inadequadas de funcionamento e de acolhimento das oito idosas que viviam no local.

Durante uma ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio da Polícia Civil e da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram encontradas irregularidades no imóvel, incluindo a presença de baratas e fezes espalhadas pelo chão.

Seis das oito idosas foram encaminhadas para um centro de apoio da Prefeitura, em Amaralina, enquanto seus familiares ainda não são localizados. Já as outras duas veteranas, que estavam com a saúde mais delicada, foram levadas para uma unidade de saúde.

Imagem ilustrativa da imagem Gestora de abrigo com baratas e fezes ganha liberdade em Salvador

Foto: Shirley Stolze/ Ag. A Tarde

Série de medidas

Ao conceder a liberdade provisória, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares que deverão ser cumpridas por Roseli pelo período de 12 meses.

Entre as determinações, ela deverá comparecer a todos os atos do processo sempre que for intimada, manter o endereço atualizado nos autos e se apresentar bimestralmente à Justiça para informar e justificar suas atividades.

A decisão também proíbe que a investigada deixe a comarca de Salvador por período superior a dez dias sem autorização judicial enquanto estiverem em vigor as medidas cautelares.

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Funcionamento

Durante a audiência de custódia, Roseli informou que as famílias das idosas pagavam o equivalente a um salário mínimo por mês para manter as residentes no lar. Ela afirmou ainda que a instituição contava com três cuidadoras, que trabalhavam em escala de 24 horas de serviço por 48 horas de descanso, além de uma cozinheira com jornada de oito horas diárias, de segunda a sexta-feira, e aos sábados até o meio-dia. Segundo a gestora, uma sobrinha também auxiliava nos serviços gerais da unidade.

Instuição funcionava na Cidade Baixa

Instuição funcionava na Cidade Baixa | Foto: Shirley Stolze/ Ag. A Tarde

Segundo o MP-BA, a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) vinha sendo fiscalizada desde 2024. Ao longo do acompanhamento, foram identificadas diversas irregularidades, mas as adequações exigidas pelos órgãos de fiscalização não foram realizadas.

Diante da permanência dos problemas e do descumprimento dos prazos estabelecidos para a regularização, o MP-BA determinou, em novembro de 2025, o fechamento da instituição. Como as irregularidades persistiram, a medida foi efetivada, resultando na interdição do abrigo.

Fonte: A Massa

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