Suspeito de matar professora no oeste da Bahia usou dedos da vítima para sacar R$ 18 mil em banco de Serrinha – Calila Noticias

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A investigação sobre a morte da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, assassinada em Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia, apontou que um dos suspeitos usou os dedos da vítima para realizar saques bancários na agência do Banco do Brasil, em Serrinha.

Segundo a Polícia Civil, quatro saques que totalizaram R$ 18 mil foram identificados após a quebra do sigilo bancário da vítima. Três deles teriam sido realizados por Cristiano Machado de Oliveira, um dos suspeitos presos. Uma quarta tentativa não foi concluída porque, conforme a polícia, os dedos da vítima já estavam em avançado estado de decomposição.

O crime aconteceu no dia 7 de junho deste ano. A professora aposentada foi encontrada morta dentro do banheiro da própria casa, no centro da cidade, enrolada em um lençol. O corpo foi localizado por familiares, que estranharam o desaparecimento da vítima.

Vivaldina foi encontrada envolta em um lençol, apresentando lesões aparentes na região da cabeça e das costas, dentro do banheiro da casa onde morava

De acordo com a Polícia Civil, Vivaldina foi asfixiada e depois atingida por golpes de faca. Os dedos dela teriam sido arrancados para permitir a realização de operações bancárias por meio de biometria. Ela também teve cartões bancários, o celular e outros objetos roubados. As investigações apontaram que o suspeito ainda usou os cartões e as senhas da vítima para realizar saques na cidade de Barreiras. O celular chegou a ser vendido.

Cobiça por suposto quarto secreto teria motivado crime

De acordo com o delegado Leandro Mendes Júnior, a cobiça por um suposto quarto secreto teria motivado o crime. A afilhada da vítima, Maria Eunice Leite de Souza, de 42 anos, teria dito aos envolvidos que Vivaldina mantinha um cômodo trancado onde poderia guardar dinheiro e joias.

Segundo a Polícia Civil, Maria Eunice levou o marido, João de Souza Andrade, de 35 anos, e o genro, Cristiano Machado de Oliveira, de 26, até a casa da aposentada sob o pretexto de realizar uma obra no imóvel. A filha de Maria Eunice, Vitória Souza dos Santos, de 23 anos, também foi presa por suspeita de envolvimento no crime.

A afilhada Maria Eunice (à esquerda) contou aos envolvidos que a madrinha guardava dinheiro e joias. A informação despertou o interesse do grupo, que passou a planejar o roubo

No início das investigações, um sobrinho de Vivaldina também chegou a ser preso após ser citado por Cristiano. Ele, no entanto, foi solto cerca de 24 horas depois. Conforme a Polícia Civil, a apuração comprovou que o homem não teve participação no crime.

“Vivaldina era uma pessoa bastante querida e a cidade ficou chocada com a barbaridade que fizeram com ela”, afirmou o delegado. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Fonte: Portal Cleriston Silva



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