Violinha Boa: projeto do Viola de Doze transforma vidas na periferia

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Projeto ensina dança, técnica vocal, cavaquinho, violão e percussão |  Foto: Rapahel Muller | Ag. A TARDE

Tradição, educação e cultura são os pilares de uma iniciativa que está levando uma nova trilha sonora para a vida de jovens periféricos. Criado pelos irmãos Helon Neves e Menininho, vocalistas da banda Viola de Doze, o projeto Violinha Boa tem o objetivo de promover o ensino de música de forma gratuita para a comunidade do bairro Caixa d’Água.

Com uma década de existência, o programa fomenta a descoberta de novos talentos dentro das periferias. Além de apenas uma escola de música, o Violinha Boa também serve de palco para a socialização e aprendizado de jovens e adolescentes. “A [ideia] de levar a música para as periferias foi com a intenção de formar cidadãos, levar o que aprendemos nesse longo tempo de música, passar um pouco de nosso conhecimento”, disse Helon Neves em entrevista ao MASSA!.

Helon Neves e Menininho

Helon Neves e Menininho | Foto: Rapahel Muller | Ag. A TARDE

Em pouco tempo, os moradores de Caixa d’Água começaram a abraçar a ideia dos dois irmãos. Os vocalistas servem como uma segunda família para quem demonstra interesse pela arte. “É maravilhoso encontrar as mães nas ruas e ver elas nos parabenizando, agradecendo pelo trabalho que a gente vem desenvolvendo aqui”, pontuou Menininho.

Na sede do Violinha ocorrem aulas de dança, técnica vocal, cavaquinho, violão e percussão. Além desse contato direto com a arte, o projeto também preza pelo bom desempenho escolar dos participantes. “O Violinha não é só um projeto social, é educação. Quando a criança chega aqui, ela precisa estar bem na escola, tirando notas legais, e estar bem em casa. Para frequentar o projeto Violinha, precisamos levantar essas duas bandeiras”, afirmou Menininho.

Iniciativa é destinada para jovens com até 17 anos

Iniciativa é destinada para jovens com até 17 anos | Foto: Rapahel Muller | Ag. A TARDE

Os professores garantem que o impacto na vida dos jovens é perceptível. O som desenvolvido no local não é apenas um passatempo, mas também uma terapia. “É muito positiva, muito bacana, as respostas que esses alunos dão para gente. Muitos chegaram aqui nervosos e a música fez com que eles se acalmassem, como se fosse uma terapia para eles. Isso ai é o nosso maior troféu, ver eles se desenvolvendo”, comentou Helon

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Desenvolvido de forma independente, o Violinha Boa depende da ajuda do público para continuar. Para quem se interessar em fazer doações, pode entrar em contato com o número 71 9 8868-9988. “Além dos ensinamentos que passamos para as crianças, nós também temos uma grande demanda de alimentação, os voluntários que precisamos abraçar, a estrutura que ainda não é própria nossa”, detalhou Helon.

Para participar do projeto é necessário realizar a inscrição na sede do instituto. Para o cadastro, é preciso levar comprovante de residência, comprovante de escolaridade e uma foto. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira e são destinadas a jovens com até 17 anos. A felicidade fica estampada no rosto daqueles que fazem parte do Violinha. “Aqui é tipo uma família para mim, que acolhe as pessoas e vê que a gente é do bem. Aqui também é um lugar para fazer novas amizades”, disse a pequena Esther Roberto, de apenas 11 anos. Moradora de Caixa d’Água, Esther frequenta a iniciativa há pouco tempo, mas já está completamente apaixonada pelos ensinamentos de de Helon e Menininho.

Violinha Boa é um projeto gratuito

Violinha Boa é um projeto gratuito | Foto: Rapahel Muller | Ag. A TARDE

A conexão entre os alunos acontece dentro e fora da sala de aula. A jovem se interessou pelo instituto por conta de uma recomendação vinda de um amigo. “Eu vim parar aqui por causa de um amigo meu, porque eu ficava em casa e não queria saber de nada e nem de ninguém. Meu amigo pediu para eu vir na Violinha e eu decidi vir fazer um teste”, relembrou. Esther se viu encantada pela diversidade de coisas novas que aprendeu no Violinha Boa. Apesar disso, a pequena já tem bem definida quais coisas mais gosta no projeto.

“Para mim, as melhores partes são o samba, a percussão e o cavaquinho. Eu prefiro mais o samba, porque eu gosto muito do professor Menininho. Eu gosto um pouquinho do cavaquinho, mas também gosto da percussão”, detalhou. Por fim, a jovem ainda destacou que o ambiente é propício para quem quer fazer novos amigos. “Se tem um amiguinho do seu lado, no cantinho, vá lá fazer amizade com ele.”

Fonte: A Massa

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