Marqueteiro de Flávio vê mulheres como desafio e admite vantagem ’emocional’ de Lula

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O marqueteiro Duda Lima, que passou a integrar a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reconheceu que o bolsonarismo enfrenta dificuldades para conquistar o eleitorado feminino e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma vantagem na capacidade de estabelecer conexão emocional com os eleitores. As declarações foram feitas durante uma palestra da Companhia de Negócios, em São Paulo.


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Segundo Lima, a resistência entre parte das mulheres estaria relacionada principalmente à forma de comunicação associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O publicitário citou o estilo considerado mais duro de Bolsonaro e afirmou que características como a estrutura militar e as motociatas provocariam rejeição nesse segmento do eleitorado.

A avaliação ocorre em um momento em que a campanha de Flávio busca ampliar sua capacidade de diálogo com as mulheres. O grupo representa 52,8% do eleitorado brasileiro, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho.

Duda Lima também comparou a comunicação de Lula com a adotada pelo campo bolsonarista. Na avaliação do marqueteiro, o presidente tem maior capacidade de explorar aspectos emocionais, utilizando sua trajetória e experiência política para estabelecer uma conexão com os eleitores.

O publicitário afirmou que o bolsonarismo mantém uma relação mais racional com seu público e descartou a possibilidade de solucionar essa diferença apenas com ações pontuais. Para ele, a mudança dependerá da história apresentada pela candidatura, do formato da campanha e da maneira como Flávio irá se comunicar com o eleitorado.

A preocupação com o eleitorado feminino já havia sido manifestada pelo próprio Flávio Bolsonaro. Em julho, o senador afirmou não compreender por que pesquisas apontavam maior preferência das mulheres por Lula e declarou que as pautas defendidas pela direita seriam aquelas que interessariam às eleitoras.

A questão ganhou ainda mais importância depois da escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. A ausência de uma mulher na chapa foi avaliada pela campanha de Lula como uma oportunidade para explorar a resistência de parte do eleitorado feminino ao bolsonarismo.

Duda Lima também apontou o Nordeste como uma região estratégica para a campanha de Flávio. O marqueteiro citou setores como energia, agricultura, logística, centros de dados e inteligência artificial ao destacar o potencial econômico da região.

Durante a palestra, Lima classificou a eleição presidencial como uma disputa “super apertada”. Ele citou uma pesquisa Quaest na qual Lula aparecia com 43% das intenções de voto contra 40% de Flávio em um eventual segundo turno.

A atuação de Duda Lima representa uma mudança na estratégia de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. O publicitário foi contratado depois de mudanças na equipe responsável pelo marketing eleitoral e passou a trabalhar para fortalecer a candidatura do senador, ampliar sua presença em segmentos considerados estratégicos e enfrentar a vantagem de Lula em grupos nos quais o bolsonarismo encontra maior resistência.

Com informações do DCM



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