Projeto de karatê faz Salinas virar destaque no esporte baiano

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Professor Weslley Nascimento comanda o projeto Karatê Banzai para a Vida |  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Com cerca de 15 mil habitantes, de acordo com o último censo do IBGE, a cidade de Salinas da Margarida, localizada a 73 quilômetros de Salvador, vem sendo muito bem representada no meio esportivo a nível nacional. Liderado pelo professor e lutador Weslley Nascimento, o projeto social ‘Karatê Banzai para a Vida’ vem ganhando destaque no cenário da modalidade, com direito a participação no Campeonato Brasileiro, na Copa Brasil e no Campeonato Baiano, que aconteceu no último fim de semana, em Salvador.

Atuante no centro da cidade conhecida pelos marisqueiros, a iniciativa é oferecida de forma gratuita para crianças, adolescentes e adultos. “O projeto surgiu com o intuito de agregar em uma região de pesca e mariscado. Ter um esporte que vem a agregar valores a essas crianças e adolescentes, tirando eles da rua e fazendo algo, será importante na vida deles no futuro. O projeto surgiu nesse sentido de tirar essa ociosidade das drogas e trazer para o mundo esportivo, que é um mundo positivo, com educação e resultados importantíssimos para a sociedade”, explicou o professor em entrevista ao MASSA!.

Competitivamente, o calendário do projeto social foi cheio e rendeu boas campanhas neste ano. “Trouxemos um título brasileiro em São Paulo. Nós participamos da Copa Banzai, onde nós levamos alguns atletas que conseguiram também trazer excelentes resultados. Participamos da Copa Brasil, em Goiânia, onde também conseguimos trazer belíssimos resultados alguns títulos brasileiros para cá para o nosso município, e por último agora nós participamos da Copa ASDOX, que foi lá em Vitória da Conquista, onde conseguimos levar também por volta de uns 10 atletas daqui de Salinas para lá para a competição”, detalhou Weslley.

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Um dos principais nomes do projeto atualmente é o jovem Pedro Caetano, de apenas 13 anos, que vem se destacando, após conquistar uma medalha de bronze na Copa Brasil. “Eu era um atleta que ia para as competições e acabava não medalhando. Isso por causa do desempenho, treino. No início do ano eu fui campeão do campeonato interno, depois eu fiquei em segundo lugar na Copa Banzai, e depois eu fiquei em terceiro lugar na Copa do Brasil. Quero o topo sempre. De campeão brasileiro, mundial, pan-americano e de outros campeonatos”, afirmou o adolescente.

Correria pelos sonhos da equipe

Como o projeto ‘Karatê Banzai para a Vida’ é gratuito, o custo das viagens para competições é ainda mais difícil. Por isso, o professor Weslley Nascimento amplia a sua presença na região em que atua, já que realiza rifas, festivais de cachorro-quente e de pastel para as pessoas se divertirem e a iniciativa levantar fundos. “O que é fornecido pra gente é o espaço. O espaço foi fornecido pra poder a gente praticar o karatê pela assistência social do município, mas a gente só tem esse apoio do espaço. A gente não tem outros apoios pra poder manter o projeto. Sempre eu digo, quando eu não puder fazer de forma gratuita por algum motivo, aí a gente vê de que forma a gente faz. Mas enquanto eu puder fazer isso, contribuir dessa forma que foi boa pra mim, eu vou tentar fazer isso pros outros também”, destacou o professor.

Professor Weslley ensina técnicas aos alunos

Professor Weslley ensina técnicas aos alunos | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Formação de cidadãos de bem

Weslley também possui uma vasta carreira como lutador de karatê, com um título mundial, cinco campeonatos brasileiros, 11 campeonatos baianos e um vice no Pan-Americano. Na sua visão, a experiência nos tatames mundo afora o fizeram um professor melhor. “Quanto mais experiência você tem dentro das competições, dentro das aulas, dentro das bases que são necessárias, quanto mais você vai vivenciando, você vai absorvendo e conseguindo passar para frente”, descreveu.

A prova viva disso é Edmundo Manoel, que é treinado por Weslley desde a adolescência, quando era problemático, e hoje é campeão brasileiro. “Eu era muito explosivo, qualquer coisa me tirava do sério e eu acabava deixando isso me levar, ficava muito nervoso e perdia a cabeça. Hoje eu consigo me controlar mais, ter mais paciência e saber quando agir e se não preciso ficar tranquilo”, lembrou o lutador.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

Fonte: A Massa

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