Influenciador que apoiava deportações de Trump é expulso dos EUA

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Milo Yiannopoulos, influenciador britânico de extrema direita, que morava nos Estados Unidos desde 2019, foi deportado neste sábado, 29, para o Reino Unido. Ele havia sido detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) no dia anterior.

Yiannopoulos ficou conhecido por editar e administrar o site Breitbart, o qual divulgava teorias da conspiração e defendia as deportações em massa do governo Trump.

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Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, ele entrou legalmente no país em maio de 2019, por Nova York, mas permaneceu em território norte-americano após o fim do prazo autorizado, em violação às leis de imigração.

Aos 41 anos, ele foi preso na quinta-feira, 27, no Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em Nova Orleans, conforme informou o Departamento de Segurança Interna, órgão ao qual o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) está vinculado.

Defensor das políticas de deportação adotadas pelo governo Trump, Yiannopoulos já havia sugerido que o ICE instalasse postos de controle em supermercados para identificar e expulsar pessoas que não comprovassem residência legal nos Estados Unidos.

Ele também defendeu que agentes do ICE tivessem imunidade jurídica durante as operações, impedindo que fossem responsabilizados judicialmente por eventuais mortes ocorridas durante as ações.

Atuação política e polêmica

Yiannopoulos também acumulou passagens por grupos e figuras da direita norte-americana. Em 2022, trabalhou para a deputada trumpista Marjorie Taylor Greene e, posteriormente, participou da campanha presidencial de Kanye West em 2024.

A parceria com o rapper durou cerca de dois anos, mas terminou após um desentendimento entre os dois. West chegou a disputar a Presidência dos Estados Unidos em duas ocasiões, com uma plataforma marcada pela falta de detalhamento e por propostas consideradas confusas.

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Conhecido pelo perfil provocador, Yiannopoulos foi editor do site Breitbart, veículo associado à divulgação de teorias conspiratórias e informações falsas, incluindo a alegação de que o massacre na escola de Sandy Hook, que matou crianças, não teria ocorrido.

Até o momento, não há informações sobre a contratação de advogados para representá-lo. Também não houve manifestação pública em seu nome sobre a prisão.



Fonte: A Tarde

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