Unindo a sequência do BaVi, da derrota contra o Vasco na Copa do Brasil e da derrota do Vitória por 2 a 0 para o Atlético-MG, na noite deste sábado, 29, na Arena MRV, o técnico Jair Ventura sentiu ainda mais a pressão sobre o time – mas, para ele, seu trabalho não atingiu um limite no comando rubro-negro. Durante a coletiva pós-jogo, o treinador garantiu que não pretende desistir diante da má fase.
O revés em Belo Horizonte foi o terceiro consecutivo do Leão na temporada. Antes de perder para o Galo, a equipe havia sido derrotada pelo Vasco, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, e pelo Bahia, no clássico disputado pelo Campeonato Brasileiro.

Para defender o trabalho, Jair relembrou resultados importantes obtidos desde que assumiu o clube, como o título da Copa do Nordeste e as classificações sobre Flamengo e Athletico-PR na Copa do Brasil.
“Eu sou o mesmo que levou o título depois de 16 anos na Copa do Nordeste, sou o mesmo treinador que eliminou o Flamengo e o Athletico-PR. Sou a mesma pessoa. Se eu achar que, por causa de três jogos, não consigo mais extrair desse grupo, eu seria um covarde. Então, acho que não bateu no teto”, afirmou.

Apesar da defesa enfática, o treinador reconheceu que precisa apresentar uma resposta rapidamente. Jair recordou que já teve o trabalho questionado durante o Campeonato Baiano e disse confiar em uma nova recuperação.
“Eu tenho que dar uma resposta. As pessoas esperam momentos assim para fazer perguntas assim. Enquanto eu tiver a chance de reverter, eu vou reverter. Já não pediram a minha cabeça no Campeonato Baiano? E eu reverti ou não? Então, tem que fazer de novo”, declarou.

Jair também admitiu que os resultados recentes são incompatíveis com a dimensão do Vitória. Segundo ele, assumir a responsabilidade pelas derrotas não significa abandonar o trabalho.
“Estou em um time gigante, e time gigante não pode perder. Quando perde, a gente assume a responsabilidade. Mas não tem covarde aqui para pedir para sair e falar que bateu no teto. Enquanto eu estiver aqui, vou lutar para fazer o melhor para eles”, garantiu.

Treinador contesta recorte
A postura defensiva do Vitória também entrou em discussão. Nos últimos três jogos, o Rubro-Negro permitiu 61 finalizações aos adversários. Contra o Atlético-MG, mesmo diante de uma escalação alternativa do Galo, o primeiro chute do Leão na direção do gol aconteceu somente aos 42 minutos do segundo tempo, em uma tentativa de Erick.
Questionado sobre o que poderia fazer para corrigir o desempenho coletivo, Jair afirmou que a solução passa pelo trabalho diário e citou mudanças realizadas nas partidas contra Vasco e Atlético-MG.
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“Vamos trabalhar. A gente se fechou contra o Vasco para melhorar e se fechou hoje para melhorar”, resumiu.

O treinador, no entanto, demonstrou incômodo quando foi informado de que o Vitória acumula quatro derrotas nos cinco jogos disputados após a pausa da Copa do Mundo. Jair contestou o recorte e lembrou que os pontos conquistados anteriormente permanecem importantes para a situação do clube na Série A.
“Por que o corte do retorno do campeonato? Por que esse corte? E antes da Copa, não serve? Jogou fora? Os pontos que conquistamos foram quando? Acabaram os pontos? A gente está na zona de rebaixamento? A postura de hoje vai melhorar”, rebateu.

Agora, o Vitória volta todas as atenções para o confronto decisivo contra o Vasco, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, em São Januário, o Rubro-Negro precisará vencer no Barradão por dois ou mais gols de diferença para avançar diretamente à semifinal.