O bilionário brasileiro e um dos controladores da JBS, Joesley Batista, fez lobby junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela redução das tarifas sobre as importações de carne bovina do Brasil,
De acordo com o jornal norte-americano The Wall Street Journal, Joesley se reuniu com Trump no Salão Oval da Casa Branca em 20 de agosto.
Na ocasião, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo jornal, os dois discutiram como um aumento no fornecimento de carne bovina do Brasil poderia ajudar a reduzir os preços caso Trump eliminasse a tarifa de importação de 26%.
No dia seguinte, Trump anunciou nas redes sociais um plano para permitir temporariamente a entrada de mais carne bovina estrangeira nos EUA. Segundo o presidente, os produtos importados seriam vendidos com desconto de 25% em relação aos preços de mercado.
A atuação do empresário teria como pano de fundo a alta dos preços da carne nos EUA. A JBS, maior processadora de carnes do mundo, tem forte presença no mercado americano e é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Brasil e EUA negociam fim do tarifaço
Após uma ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na tarde desta segunda-feira, 31, representantes dos dois países se reuniram para dar sequência às negociações comerciais para chegar a um acordo em relação às tarifas impostas sobre produtos brasileiros.
Presente no encontro virtual, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, detalhou a orientação de Trump para que a equipe norte-americana trabalhe para negociar um acordo com o Brasil sobre as tarifas.
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Como está o Tarifaço?
Neste ano, os EUA impuseram ao Brasil duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%, de forma que, dependendo do produto, as duas alíquotas podem ser aplicadas simultaneamente, gerando uma taxa de 37,5%.
Em julho, a tarifa de 25% passou a atingir produtos como máquinas, móveis, etanol, açúcar e calçados, enquanto produtos importantes para a economia brasileira, como café, carne bovina e aeronaves, ficaram de fora da taxação.