Novo filme de suspense da Netflix ideal para ver neste sábado (05/09)

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Finalmente é sábado, e o tempo livre pede uma produção capaz de prender a atenção sem ocupar horas demais do dia.

Para quem busca uma história de suspense com mistério, terror e uma atmosfera cada vez mais inquietante, a Netflix acaba de ganhar uma opção que pode surpreender: Foge, Coelho.

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O filme chegou à plataforma nesta sexta-feira, 4, e acompanha uma mãe que vê o passado voltar de maneira perturbadora depois que a própria filha começa a apresentar comportamentos inexplicáveis.

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Com apenas 96 minutos, o longa é uma alternativa para quem quer aproveitar a folga com uma história fechada e intensa, especialmente para quem gosta de produções que misturam conflitos familiares e terror psicológico.

Uma filha começa a revelar segredos do passado

Sarah (Sarah Snook) é uma médica de fertilidade e mãe solo que vive com a filha de sete anos, Mia (Lily LaTorre). Depois da morte do pai, lembranças que estavam esquecidas começam a voltar à tona.

O que torna a situação ainda mais estranha é o comportamento da menina. Mia passa a agir de maneira inesperada e demonstra conhecer acontecimentos do passado que, em princípio, não poderia conhecer.

A chegada de um misterioso coelho branco à porta da casa aumenta o desconforto. Embora o animal seja associado à inocência, também pode carregar uma simbologia ligada à ideia de maldição ou praga na Austrália.

A partir daí, Sarah começa a perceber possíveis conexões entre o comportamento da filha e sua própria história. Entre memórias fragmentadas, visões e acontecimentos perturbadores, surge também o mistério envolvendo o desaparecimento de sua irmã, Alice.

Terror psicológico encontra drama familiar

Dirigido por Daina Reid e escrito por Hannah Kent, o filme aposta menos em uma sucessão de sustos e mais na construção de uma atmosfera desconfortável.

A narrativa acompanha uma mulher racional, acostumada a lidar profissionalmente com questões relacionadas à vida e à morte, sendo obrigada a questionar as próprias convicções diante do que acontece com a filha.

A produção utiliza a paisagem australiana para reforçar a sensação de isolamento. Os espaços amplos e inóspitos contrastam com a personagem de Sarah, que carrega um passado cada vez mais difícil de ignorar.

O suspense também brinca com diferentes possibilidades para explicar o comportamento de Mia, mantendo em aberto a relação entre a menina, as memórias e os acontecimentos sobrenaturais.

Sarah Snook é um dos destaques

Sarah Snook, conhecida mundialmente por seu trabalho em Succession, assume o papel principal depois de substituir Elizabeth Moss, que havia sido escalada para o projeto até 2021.

A atriz conduz boa parte da produção praticamente pelo olhar e pela linguagem corporal. Sarah é apresentada como uma mulher marcada pelo cansaço, pela confusão e por um passado que insiste em retornar, elementos que Snook incorpora à personagem ao longo da história.

Lily LaTorre também se destaca como Mia, principalmente pela maneira como a personagem infantil se transforma em uma das principais fontes de tensão do filme. O elenco ainda conta com Greta Scacchi e Damon Herriman.

Um filme curto para a folga

Com 96 minutos de duração, Foge, Coelho pode ser assistido de uma vez durante o sábado, sem exigir uma maratona prolongada.

O longa estreou no Festival de Sundance em 2023 e foi adquirido pela Netflix. A produção segue uma tendência de thrillers que utilizam dramas familiares para explorar histórias de terror e suspense psicológico.

A história, porém, não é construída para entregar todas as respostas rapidamente. O primeiro ato aposta em um ritmo mais lento e estabelece gradualmente os elementos que serão importantes para o desenvolvimento do mistério.

A tensão ganha força conforme o passado de Sarah começa a se conectar ao comportamento de Mia, conduzindo a narrativa para um clímax mais intenso e revelador.

Vale a pena?

Sim, especialmente para quem gosta de tramas cheias de suspense, mistério e terror psicológico. Foge, Coelho pode não agradar quem procura uma história de terror baseada exclusivamente em sustos ou ritmo acelerado, já que parte da experiência depende da atmosfera e da construção gradual do mistério.

Por outro lado, o longa ganha força com a atuação de Sarah Snook e Lily LaTorre, além da combinação entre drama familiar, trauma e elementos sobrenaturais.

Recém-chegado à Netflix, o filme ainda tem como vantagem a duração curta. Com apenas 96 minutos, pode ser uma escolha para quem quer aproveitar o sábado com uma história de terror e suspense sem comprometer boa parte do dia.



Fonte: A Tarde

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