Preço dos usados ainda sobe na Bahia

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Os preços dos carros usados interromperam em agosto a sequência de altas na média nacional, mas continuaram subindo na Bahia. Enquanto o Índice BV Auto (IBV Auto) registrou ligeiro recuo de 0,01% no país, os valores negociados avançaram 0,73% no estado. Em 12 meses, a valorização dos usados baianos chega a 5,37%, ante 5,12% no país.

O resultado brasileiro não representa redução generalizada: 19 estados tiveram alta e oito apresentaram queda. A Bahia registrou o oitavo maior avanço. No Nordeste, o Piauí liderou o ranking nacional, com aumento de 1,27%, enquanto Sergipe acumula valorização de 6,18% em 12 meses.

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A percepção das revendas baianas, porém, difere do indicador. “A gente não sentiu esse aumento. Na prática, sentimos que houve uma queda de preços também na nossa praça”, afirma Ari Pinheiro Jr., presidente da Assoveba. Segundo ele, o consumidor continua pesquisando, negociando e avaliando as opções antes da compra.

O mercado registrou vendas superiores às de um ano atrás. Dados da Fenauto e da Senatran encaminhados pela Assoveba mostram que 32.510 automóveis usados foram negociados na Bahia em agosto. O volume caiu 6% diante de julho, mas ficou 7,6% acima de agosto de 2025. Somados os comerciais leves, foram 40.592 veículos.

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Procura avança

Na Região Metropolitana de Salvador, as vendas de automóveis cresceram 12,2% na comparação anual. A procura avançou nas duas extremidades do mercado baiano: as vendas de seminovos com até três anos aumentaram 18,4% em um ano, enquanto as de veículos com 13 anos ou mais subiram 16,9%.

A queda mensal não eliminou a expectativa de recuperação. “O mercado de agosto foi menor do que o de julho. Ainda estamos passando por uma turbulência e o consumidor está na fase de pesquisa e escolha. Acredito que setembro tenha uma melhora, porque existe uma demanda reprimida muito forte na Bahia”, diz Pinheiro.

Os populares que saíram de linha preservam procura no mercado de usados. “Não tem mais o carro zero, então esses modelos estão sendo muito procurados e, com isso, ficam valorizados”, explica o presidente da Assoveba.

Elaborado pela 4intelligence com transações financiadas pelo banco BV, o índice considera o preço e o volume negociado. Depois de subir 0,57% em junho, avançou 0,07% em julho e caiu 0,01% em agosto. No acumulado de 2026, os preços ainda aumentam 3,55%.

Elétricos perdem valor

Entre os veículos lançados em 2023, os elétricos acumulam desvalorização de 46,15%, diante de 26,36% dos híbridos e 21,72% dos modelos a combustão comparáveis. Para Pinheiro, os primeiros elétricos chegaram caros e com autonomia inferior à oferecida atualmente. A evolução tecnológica e a entrada de veículos novos mais baratos pressionaram a revenda.

“Eles foram comprados por preços muito altos e hoje sofrem com a depreciação. Tinham baterias menores, autonomia mais baixa e custavam mais do que muitos carros atuais”, afirma. Segundo ele, a aceitação desses veículos entre os usados ainda é reduzida, enquanto os elétricos mais recentes encontram procura maior.

“Os carros mais novos, de 2024 e 2025, estão mais valorizados e bem procurados”, acrescenta. A avaliação reflete a experiência das lojas associadas e não significa que todos os elétricos apresentem o mesmo comportamento. Estado da bateria, autonomia e garantia restante também interferem no valor de revenda.



Fonte: A Tarde

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