Uma sessão extraordinária da Câmara Municipal de Bayeux, no interior da Paraíba, terminou em tumulto. A reunião foi marcada por protestos, discussões entre vereadores, interrupções e intervenção da Polícia Militar.
Convocada pela presidente da Casa, vereadora Jays de Nita (PSB), durante o feriado da Independência do Brasil, a sessão, realizada no dia 7 de setembro, tinha como objetivo analisar cinco projetos enviados pela prefeita Tacyana Leitão (PSB) para abertura de créditos adicionais especiais no orçamento municipal.
Sessão foi suspensa três vezes
A reunião teve sucessivas interrupções após questionamentos da oposição sobre a tramitação dos projetos e uma disputa relacionada ao retorno da vereadora Rosiene Sarinho (PSB) ao mandato.
Durante os trabalhos, vereadores trocaram críticas e protagonizaram bate-bocas no plenário. Manifestantes também acompanharam a movimentação dentro e nas proximidades da Câmara.
Leia Também:
Em um dos momentos de maior tensão, a presidência da Casa cortou o microfone do vereador Nildo da Casa Branca (Mobiliza), que protestava contra a condução da sessão.
A situação levou à presença da Polícia Militar. A confusão ocorreu tanto na parte interna quanto na área externa do prédio. Ao todo, a sessão foi suspensa três vezes antes de ser concluída.
Vereadoras recebem atendimento do Samu
Durante a confusão, as vereadoras França (PT) e Eloah Felinto (Mobiliza) precisaram receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo a presidente da Câmara, um “spray de peido” teria sido utilizado durante o tumulto (veja vídeo abaixo). O produto teria provocado desconforto entre os parlamentares presentes.
Episódio parecido já havia ocorrido em fevereiro
A Câmara de Bayeux já havia registrado uma situação semelhante em fevereiro deste ano. Durante a fala da vereadora Eloah Felinto na tribuna, um forte odor tomou conta do plenário e provocou a saída de vereadores do local.
A sessão foi suspensa e, posteriormente, encerrada.
Na ocasião, parlamentares da oposição criticaram integrantes da base governista e levantaram suspeitas sobre uma possível ação deliberada. As acusações foram rebatidas.
Apesar das reações, não foi identificada a origem do odor.