o que pode acontecer com os empregos?

5

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), responsável pelos supermercados Pão de Açúcar e Extra, enviou à Justiça, nesta segunda-feira, 21, uma resposta aos questionamentos de credores e do Ministério Público (MP) em relação à recuperação extrajudicial da empresa.

Vale ressaltar que, no comunicado, o grupo reforçou o pedido para que o plano fosse homologado.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Entre no canal do WhatsApp.

Conforme o GPA, os opositores “buscam subverter a lógica da recuperação extrajudicial mediante a imposição de encargos à companhia que não encontram fundamento na lei ou na jurisprudência”.

Ou seja, os contraditores estariam tentando utilizar o processo de renegociação das dívidas de um jeito errado, cobrando taxas ou condições da empresa que não têm base na lei ou no histórico de decisões da Justiça.

Além disso, a companhia afirma que nenhum dos opositores foi capaz de provar as controvérsias citadas.

Empresas rejeitaram a reestruturação

Uma série de empresas com as quais o varejista tem débitos rejeitou a proposta de reestruturação por entenderem que estão em desvantagem diante das instituições financeiras.

O grupo inclui empresas de varejo, transportes, logística e software.

Loja Pão de Açúcar
Loja Pão de Açúcar – Foto: Divulgação

O que é uma recuperação extrajudicial

Uma recuperação extrajudicial é um processo que permite que empresas em situação de crise renegociem suas dívidas com credores, mudando prazos e valores dos pagamentos, visando reorganizar as finanças, manter os empregos e evitar a falência.

Diferente de uma recuperação judicial, nestes casos o Judiciário é menos ativo nas negociações. Na maioria das vezes o juiz somente verifica se o acordo está de acordo com a lei antes de homologá-lo.

Leia Também:

Veja as diferenças entre as duas

Lugar da negociação

  • Extrajudicial: Negociado direto entre empresa e credores (fora da Justiça).
  • Judicial: Negociado dentro de um processo na Justiça.

Proteção das contas

  • Extrajudicial: Proteção contra bloqueios só no final do acordo.
  • Judicial: Bloqueio de dívidas e cobranças travado imediatamente por 6 meses.
Papelada
Papelada – Foto: Freepik

Quem é obrigado a aceitar:

  • Extrajudicial: Vale apenas para os credores que concordaram.
  • Judicial: Vale para praticamente todos os credores da empresa.

Custo e velocidade

  • Extrajudicial: Mais rápida, simples e barata.
  • Judicial: Mais demorada, burocrática e cara.

O que acontece com os trabalhadores nesses casos?

Com um grupo de grande expressão, é normal pensarmos em como fica a situação dos funcionários nesses casos.

Por isso, o portal A TARDE falou com o advogado trabalhista Claudio Melo, presidente da Comissão de Direitos Sociais e Relações de Trabalho da OAB/BA.

O advogado explicou que, mesmo que uma empresa esteja em um processo de recuperação extrajudicial, os contratos trabalhistas seguem inalterados, assim como as condições e obrigações seguem ativas.

Advogado trabalhista e presidente da Comissão de Direitos Sociais e Relações de Trabalho da OAB/BA, Claudio Melo
Advogado trabalhista e presidente da Comissão de Direitos Sociais e Relações de Trabalho da OAB/BA, Claudio Melo – Foto: Divulgação

Funcionários podem ser demitidos durante uma recuperação extrajudicial?

De acordo com o advogado trabalhista, ”sim, o desligamento pode ocorrer nas mesmas condições de um desligamento normal, sendo devidas todas as parcelas decorrentes do desligamento, seja ele, a pedido, ou por dispensa sem justa causa”.

Quais direitos os funcionários têm nessa situação?

Nesse caso, o advogado aponta que existem duas possíveis realidades, uma onde o funcionário é despedido antes do deferimento da recuperação extrajudicial e outra depois.

“Quando o funcionário é demitido antes da recuperação entrar em vigor, as verbas devidas devem ser habilitadas no processo de recuperação judicial”, explica Claudio Melo.

Porém, caso o desligamento ocorra depois do processo começar a valer, as verbas devidas em razão do desligamento devem ser pagas 10 dias após o desligamento.

Isso se dá porque a empresa continua sendo obrigada a pagar todos os direitos e verbas trabalhistas das pessoas que forem demitidas depois que a Justiça aprovar o plano de recuperação.



Fonte: A Tarde

Artigos relacionados

Últimas notícias

Carro de som pega fogo em Canarana, região de Irecê

O carro de som, utilizado como ferramenta de trabalho, foi completamente destruído...

Últimas notícias

Nova série do Prime Video tem só 6 episódios e um grande mistério

Se a ideia é aproveitar algumas horas livres desta quarta-feira, 23, com...

Últimas notícias

Regra que afeta times da parte de baixo da tabela pode retornar

Os times da parte de baixo da tabela do Campeonato Mexicano podem...

Últimas notícias

Avelloz estreia no segmento street com a AZ170 Bravo

A Avelloz ampliou sua linha de motocicletas com a chegada da AZ170...