Integrantes da Bamor serão julgados po suspeita de envolvimento em tentativa de homicídio
Quatro integrantes da torcida organizada Bamor serão levados a júri popular por suspeita de envolvimento no ataque com bombas (explosivos) ao ônibus do Esporte Clube Bahia, em 24 de fevereiro de 2022, quando a delegação seguia para a Arena Fonte Nova, na Avênida Bonocô. O ataque deixou feridos o goleiro Danilo Fernandes e o lateral Matheus Bahia.
Os acusados do ataque respondem por duas tentativas de homicídio qualificadas pelo uso de artefatos explosivos. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os envolvidos teriam assumido o risco de provocar mortes ao lançar explosivos contra um veículo movido a combustível inflamável e que trafegava por uma via pública de grande circulação.
Ônibus do Bahia foi vítima de ataque a tiros
O MASSA! teve acesso ao processo e revela agora quem são os quatro réus, além de detalhar, com base na denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), qual teria sido a participação de cada um no ataque. Os réus que serão levados a júri popular são:
▶ Hugo Oliveira da Silva Santos, conhecido como “Garrote”;
▶ Jarderson Santana Bispo, conhecido como “Jau”;
▶ Marcelino Ferreira Barreto Neto;
▶ Marcelo Reis dos Santos Junior, conhecido como “Sub” ou “Slack”.
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Como os quatro acusados teriam se organizado e qual teria sido o papel de cada um
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), com base também em laudos de perícia audiovisual das câmeras instaladas na região, o grupo teria se organizado em diferentes funções antes, durante e após o ataque.
Deslocamento e logística
Acusados de ataque a tiros foram denunciados pelo MP-BA por duas tentativas de homicídios
Os integrantes da torcida organizada teriam se deslocado até a Avenida Bonocô em dois veículos: um Hyundai HB20 branco e uma Renault Duster Oroch verde. Segundo a acusação, Hugo Oliveira, que conduzia o HB20, e Marcelino Ferreira, que estava na Duster Oroch, permaneceram dentro dos veículos, posicionados nas proximidades do local. A função, conforme descrita pelo Ministério Público, seria aguardar a ação e possibilitar a saída rápida dos demais envolvidos.
Execução do ataque
Jarderson Santana, conhecido como “Jau”, e Marcelo Reis, chamado de “Sub”, acompanhados de outros indivíduos, teriam desembarcado dos veículos e seguido para o canteiro central e as margens da Avenida Bonocô, onde aguardaram a passagem do ônibus da delegação do Bahia. Quando o coletivo seguia em direção à Arena Fonte Nova, os artefatos explosivos teriam sido acionados e arremessados contra a lateral do veículo.
Fuga
Acusados de ataque a tiros foram denunciados pelo MP-BA por duas tentativas de homicídios
Após a explosão e o lançamento de outros artefatos na pista, os executores teriam retornado aos veículos que, segundo a acusação, aguardavam nas proximidades. Ainda de acordo com a denúncia, dois indivíduos embarcaram na Duster Oroch, conduzida por Marcelino Ferreira, enquanto outros três entraram no HB20, conduzido por Hugo Oliveira. Os veículos deixaram o local em direções opostas.
Quando será o júri popular
O julgamento ainda não tem data marcada. A sessão só será definida após a análise dos recursos apresentados pela defesa contra a decisão que determinou o júri popular. Os quatro acusados respondem ao processo em liberdade.