O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste sábado, 26, uma proposta apresentada pelo Irã para interromper os combates por sete dias e retomar as negociações sobre o programa nuclear.
O plano também previa a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte internacional de petróleo.
O que previa a proposta
A iniciativa iraniana estabelecia que os Estados Unidos suspendessem o bloqueio naval aos portos do Irã, enquanto Teerã reabriria o Estreito de Ormuz e retomaria as negociações sobre seu programa nuclear.
O plano também incluía a possibilidade de liberar parte dos ativos iranianos congelados e suspender restrições às exportações de petróleo. A proposta havia sido transmitida aos Estados Unidos por meio de mediadores e discutida durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
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Trump rejeita acordo
Ao ser questionado por jornalistas neste sábado, Trump confirmou que recusou a proposta iraniana. Segundo o presidente americano, Teerã quer a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
O Wall Street Journal informou, citando autoridades americanas não identificadas, que Trump também estaria cético sobre a possibilidade de o Irã cumprir as exigências dos Estados Unidos.
O jornal relatou ainda que o presidente teria dito a assessores que espera retomar ataques contra o Irã após as eleições legislativas americanas de novembro. Essa informação foi atribuída pelo periódico a autoridades dos EUA.
Contatos diplomáticos continuam
Apesar da rejeição, representantes dos dois países mantiveram contatos indiretos por meio de mediadores. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, participou de conversas durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
As tratativas representam uma tentativa de retomada do diálogo entre Washington e Teerã em meio ao conflito, que já dura cerca de sete meses. A reabertura do Estreito de Ormuz é um dos principais pontos das negociações, devido à importância da passagem para o comércio internacional de petróleo.
Impacto no Estreito de Ormuz
A circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz foi fortemente afetada desde o início das hostilidades. A região é uma das principais rotas utilizadas para o transporte de petróleo e gás, e as restrições ao tráfego têm provocado impactos no mercado internacional de energia.