Longe da TV, atriz brasileira vive em fazenda na mata rodeada por animais

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Longe da rotina dos estúdios e das novelas que marcaram sua carreira, Lúcia Veríssimo vive hoje um cenário bem diferente. Aos 68 anos, a atriz trocou a vida nos grandes centros pela Fazenda Independência, em Chiador, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde se dedica à preservação ambiental, à produção orgânica e aos cuidados com os animais.

A mudança começou durante a pandemia de Covid-19. O local, inicialmente usado como refúgio, acabou se transformando na residência da artista e em um projeto de vida. Atualmente, Lúcia concilia os cuidados com a propriedade com trabalhos pontuais no audiovisual.

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Quase metade da área da fazenda é formada por vegetação nativa da Mata Atlântica. A propriedade também conta com nascentes protegidas e açudes, utilizados como parte das estratégias para conservação da água e manutenção da umidade do solo.

Animais não são criados para abate

A fazenda abriga bovinos e caprinos leiteiros, cavalos, cães, gatos, abelhas e diferentes espécies de aves, entre elas galinhas caipiras, patos, pavões, cisnes e galinhas-d’angola.

Uma determinação da própria atriz chama atenção: nenhum dos animais é criado para engorda ou abate. Eles permanecem na propriedade até o fim da vida e são mantidos sem gaiolas ou correntes.

Até a retirada do leite segue uma rotina específica. A ordenha das vacas é feita manualmente e somente depois que os bezerros se alimentam. A ração dos animais é formulada por veterinários e produzida dentro da própria fazenda com grãos orgânicos. Cães e gatos também passam por vacinação e vermifugação periódicas.

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Produção sem agrotóxicos

Outra frente do projeto é a agricultura orgânica. Milho, feijão, abóbora, hortaliças e frutas são cultivados sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Parte da produção é destinada à alimentação dos moradores e trabalhadores da propriedade.

Os resíduos também são reaproveitados. Restos de alimentos, folhas, materiais vegetais e esterco passam por um processo de compostagem. O material produzido posteriormente é utilizado na adubação e irrigação das plantações.

A preservação das nascentes faz parte do trabalho desenvolvido no local. O plantio de vegetação nas áreas próximas às fontes de água busca proteger o solo e contribuir para a conservação dos recursos hídricos.

Incêndio destruiu 30 hectares

Manter o projeto, no entanto, também trouxe dificuldades. Em 2024, um incêndio atribuído à ação de caçadores ilegais atingiu a Fazenda Independência e destruiu aproximadamente 30 hectares de vegetação.

Como Chiador não possui Corpo de Bombeiros próprio, equipes de Juiz de Fora, a cerca de 80 quilômetros do município, precisaram ser mobilizadas para combater as chamas.

Desde que decidiu permanecer definitivamente na propriedade, Lúcia Veríssimo transformou a fazenda em um espaço no qual aplica, na prática, princípios de preservação ambiental e bem-estar animal, enquanto mantém participações pontuais no audiovisual.



Fonte: A Tarde

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