Além do impacto no futebol, a proibição das bets no Brasil também vai gerar perdas financeiras para esportes olímpicos e paralímpicos do país. A estimativa é que organizações deste ecossistema deixarão de ganhar cerca de R$ 2,623 bilhões até 2027.
Isso porque entidades como Ministério do Esporte, Comitê Olímpico do Brasil (COB), Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), entre outras, eram beneficiadas com repasses legais. O cálculo feito pelo COB se baseou em valores recebidos entre 2025 e setembro de 2026 para esboçar o montante “perdido”.
Comitê Olímpico precisará passar por readequação
Marco La Porta, presidente do COB, afirma que a entidade arrecadou cerca de R$ 200 milhões entre 2025 e setembro de 2026, além de ter a previsão de receber mais R$ 25 milhões até o fim do ano.
Para 2027, a projeção da entidade girava entre R$ 125 e R$ 130 milhões. Segundo ele, levando-se em consideração orçamento de R$ 600 milhões, o COB perderá cerca de 20% do valor.
La Porta afirmou ainda que, para não comprometer a preparação do Time Brasil para as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028, o COB fará cortes em outras áreas ou usará o fundo de reserva da entidade.
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Jorge Bichara, diretor de Esporte do COB, afirma que, neste momento, não sabe dizer se conseguirá atender “todas as frentes propostas” para a preparação dos atletas para a próxima edição das Olimpíadas.
“Estamos discutindo o orçamento e quanto será distribuído para as confederações em 2027. E com a saída destes recursos, vamos fazer uma realocação interna para cobrir as prioridades, dentre elas, a preparação para Los Angeles. que, aliás, se mostra caríssima, principalmente no suporte dentro dos Jogos”, afirmou Bichara ao jornal O Globo.