Presidente do partido de Flávio Bolsonaro admite planejamento para golpe no 8 de Janeiro

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu que houve planejamento de um golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro, mas afirmou que a articulação não deveria ser considerada crime caso não tivesse sido executada. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 7.

A admissão veio após o dirigente ser questionado pelo jornalista Paulo Germano sobre a existência de um plano golpista. Valdemar respondeu:

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“Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio?”, pontuou durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.

A partir daí, os questionamentos avançaram para a possibilidade de uma nova articulação em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Irritado com a insistência no tema, Valdemar inicialmente não descartou a possibilidade.

“Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, disse o presidente do PL, encerrando o tema.

A resposta ocorreu depois de o apresentador perguntar: “Quem nos garante que esse planejamento não ocorrerá de novo em um eventual governo Flávio Bolsonaro? O senhor acha que podem tentar de novo?”

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Defesa da anistia

A discussão sobre uma eventual repetição do planejamento golpista ocorreu no contexto da defesa feita por Valdemar para a anistia dos envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro. Segundo o presidente do PL, a intenção seria “soltar todos os militares que estão presos injustamente”.

Ao justificar a posição, Valdemar argumentou que o planejamento de um golpe não deveria ser tratado como crime e fez uma comparação com o planejamento de um assassinato.

“A lei diz que você pode planejar um assassinato, mas se você não assassinou o camarada, e não tentou, não é crime”, afirmou o presidente do PL, enquanto era questionado pelos entrevistadores sobre os eventos do 8 de Janeiro. “Tudo bem, discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe, e daí?”.

Valdemar também demonstrou otimismo com a possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio. O ex-presidente, segundo ele, não teria um cargo formal na administração do filho, mas participaria informalmente.

“Bolsonaro logicamente vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo”, respondeu.



Fonte: A Tarde

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