Corpo de juiz e ex-delegado da Polícia Civil é encontrado dentro de carro em chamas

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O corpo de um juiz de 45 anos, identificado como Gustavo de Castro Campos, foi encontrado carbonizado dentro de um carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, na noite desta quarta-feira (8).

A vítima era magistrada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e atuava na Comarca de Mococa. O veículo encontrado em chamas também pertencia ao juiz.

Segundo a Polícia Militar, uma testemunha passava pela Estrada de Terra Euclides Dotta por volta das 20h15 quando percebeu o automóvel pegando fogo. A pessoa acionou as autoridades e ainda tentou conter as chamas utilizando uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o carro.

O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu controlar o incêndio. Após o fogo ser apagado, o corpo de Gustavo foi localizado completamente carbonizado no banco do motorista.

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica estiveram no local para recolher vestígios e buscar informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como morte suspeita. Segundo o delegado Jorge Mazzi, a apuração está em fase inicial e todas as hipóteses são consideradas neste momento.

Quem é a vítima

Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, Gustavo Campos atuava na comarca de Mococa/SP e possuía duas especializações.

Antes de ser juiz, exerceu a advocacia durante dez anos e, em 2014, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo.

Em 2022, o magistrado foi alvo de uma acusação de ofensa à honra de um advogado, posteriormente arquivada pelo Órgão Especial do TJ/SP. A informação é do portal Migalhas.

Na ocasião, o juiz questionou o advogado sobre a técnica que estava empregando. O defensor respondeu com críticas à condução dos trabalhos e chegou a sugerir que o magistrado se aposentasse.

Ao analisar o caso, o Órgão Especial do TJ/SP considerou que a acusação não se sustentava, apontado o comportamento provocativo do advogado e reconhecendo que magistrados também podem perder a paciência em situações extremas.

Com informações do Bnews



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