Apesar do aumento de ações, muitas não chegam à condenação –
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que o número de ações penais contra integrantes de facções criminosas saltou quase 160% nos últimos cinco anos.
Até o fim de 2025, 12.448 processos aguardavam julgamento, sendo 3 mil abertos apenas naquele ano.
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Segundo o órgão, o crescimento dos processos reflete a expansão do crime organizado no país. A pesquisa aponta que 19% dos brasileiros vivem em áreas dominadas por facções.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, Luiz Edson Fachin, alerta que o crime organizado corrói instituições, financia violência, disputa territórios e utiliza tecnologia para lavagem de dinheiro e intimidação de testemunhas.
Conforme ele, a situação representa ameaça direta ao Estado de Direito e à liberdade de cidadãos.
Apesar do aumento de ações, muitas não chegam à condenação. Em 2025, mais de 1,6 mil processos foram arquivados.
Fachin defende a criação de uma rede nacional de juízes especializada no combate a facções.
Especialistas reforçam que o enfrentamento do problema exige integração e coordenação entre órgãos de segurança.
Para a professora Joana Monteiro, da FGV, “é preciso alinhar prioridades e estratégias para controlar facções violentas de forma eficaz”.
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O CNJ e especialistas alertam: o avanço das facções não é apenas uma questão de segurança pública, mas uma ameaça à democracia e à ordem social.