O São João da Bahia está batendo à porta e a polêmica sobre os limites para os cachês de artistas ainda movimenta o estado, principalmente após o imbróglio a respeito de um suposto teto de R$ 700 mil, que acabou não avançando entre os órgãos públicos. Conhecido como um dos grandes nomes do forró nordestino, o cantor e compositor Adelmário Coelho falou com o portal A TARDE sobre a questão.
“Ninguém tem nada contra cachê de 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões. Se o cara consegue ter esse cachê, é porque ele tem merecimento”, afirmou.
Atrações milionárias e valorização dos forrozeiros

Questionado se a definição de um teto poderia contribuir para a proteção e valorização das bandas tradicionais de forró no São João da Bahia, Adelmário é categórico: “Não vai contribuir. O que vai deixar é gastar mais”.
Para ele, é preciso encontrar uma forma de equilibrar os investimentos públicos sem comprometer recursos essenciais.
“Um prefeito que tem a responsabilidade não vai deixar de atender a saúde, a educação e segurança, todas essas demandas que são importantes para o cidadão”, destacou.
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O cantor ainda destaca que a maioria dos forrozeiros não recebe valores próximos aos R$ 700 mil que chegou a entrar em debate.
“Nenhum forrozeiro, nenhuma forrozeira, isso eu afirmo, chega nem perto, são outras expressões nacionais que passam muito dos R$ 700 mil. Os forrozeiros ainda estão muito longe desse patamar”, afirmou o artista.
Forró do Futuro
Adelmário Coelho lançou como aposta para o São João, a música “Forró do Futuro”. O cantor explica que a música surge como uma mensagem de valorização e permanência do forró ao longo das gerações.

“A mensagem faz uma afirmação de que o forró jamais vai morrer. Ele vai passar gerações e gerações. Seus filhos, seus netos, todos vão poder conhecer essa cultura maravilhosa que é o nosso forró”, disse.