Alckmin diz que tarifas dos EUA são incompreensíveis e que, em SP, chinês fala português com sotaque italiano

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin 15 de agosto de 2025 | 17:44

Alckmin diz que tarifas dos EUA são incompreensíveis e que, em SP, chinês fala português com sotaque italiano

Antes de evento de inauguração da fábrica da montadora GWM, Geraldo Alckmin (PSB) disse que o investimento da empresa chinesa é prova de que o Brasil é um bom parceiro.

Ele fez pronunciamento antes do evento em Iracemápolis (a 166 km de São Paulo), nesta sexta-feira (15), para responder a Donald Trump. O presidente americano afirmou que o Brasil é um “péssimo parceiro comercial”.

Alckmin é um dos representantes do governo que tenta negociar a redução nas tarifas de importação impostas pelo republicano.

“Não é verdade [que o Brasil seja um parceiro ruim]. É preciso repor as coisas nos seus devidos lugares. O Brasil é um país que tem amizade com todos os povos. A nova política tarifária aplicada pelo governo norte-americano é injusta e incompreensível. Dos dez produtos que os Estados Unidos mais exportam para o Brasil, oito têm tarifa zero”, disse Alckmin.

Ele não comentou sobre a dificuldade que o governo brasileiro tem encontrado para se sentar à mesa de negociação com os EUA.

“O Brasil quer negociar essa parceria, esse diálogo e essa negociação. Desde 2007, os Estados Unidos acumulam mais de US$ 400 bilhões de superávit [no comércio exterior com o Brasil]”, completou.

Alckmin tentou manter os pés em duas canoas. Ao mesmo tempo em que criticava as ações protecionistas e de cunho político do governo dos EUA, o maior investidor estrangeiro no país, elogiava a China, rival comercial dos americanos e principal comprador dos produtos brasileiros.

O estoque de investimentos de empresas dos EUA no Brasil é de cerca de US$ 350 bilhões. O país exportou para a China cerca de US$ 115 bilhões no ano passado. “Isso [as duas parcerias] não é incompatível”, disse.

O plano da GWM, que comprou a antiga fábrica da Mercedes, é produzir, nos primeiros anos, 50 mil veículos por ano, o que levou o vice-presidente e ex-governador paulista a reformular uma antiga piada de que São Paulo é terra de miscigenação em que japonês fala português com sotaque italiano.

“Agora a gente pode dizer que chinês fala português com sotaque italiano.”

Alex Sabino, Folhapress



Fonte: Política Livre

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