A mobilização em defesa da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que é alvo de ataques racistas e misóginos desde a campanha eleitoral, ganhou força nas redes sociais no sábado, 7, com o apoio da apresentadora Xuxa Meneghel.
Ao se inspirar no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), Xuxa convocou a população a integrar o chamado “Exército Antirracista”, movimento que defende a ampliação da presença de mulheres, pessoas negras e indígenas em cargos no governo federal.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a apresentadora pediu o engajamento dos seguidores em uma campanha digital com uma hashtag em defesa dessa pauta.
“Venha fazer parte do Exército Antirracista. Essa não é uma pauta só dos movimentos negro e indígena, é uma pauta minha, sua e de toda a sociedade brasileira. Defender mais ministras e ministros negros e indígenas não muda só quem ocupa a cadeira, muda as decisões, as experiências, os problemas, as soluções”, afirmou.
Confira abaixo a publicação:
Os ataques ocorrem após Ana Elisa alcançar um resultado histórico nas eleições deste ano. Com 524.219 votos, a petista foi a segunda candidata mais votada de Minas Gerais e estabeleceu o recorde de votação de uma mulher para a Câmara dos Deputados no estado.
Ameaças de morte e estupro
Também no sábado, 7, Ana Elisa publicou um vídeo nas redes sociais em que leu trechos de um e-mail que recebeu com ofensas racistas e ameaças explícitas de violência sexual e assassinato.
O autor da mensagem, que se identificou como Pedro, também afirmou conhecer o endereço da deputada eleita.
O vídeo foi publicado após Ana Elisa ser questionada sobre a presença de policiais na porta da residência dela.
Ao responder às críticas, ela explicou que a escolta é necessária diante das ameaças que vem recebendo. A petista afirmou que não gostaria de precisar de proteção policial e lamentou as mudanças impostas à rotina dela desde a vitória nas urnas.
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Segundo a deputada, as intimidações têm limitado sua liberdade e provocado medo até mesmo de sair de casa.
Diante da repercussão, o Partido dos Trabalhadores (PT) manifestou solidariedade à parlamentar e cobrou a apuração das ameaças.