Amor de mãe entre alegrias e dores

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Mãe é sempre muito especial. Ninguém admite ofensa à própria mãe, mas nem todos os filhos expressam o devido amor filial e gratidão.

A cada dia, temos a oportunidade de reconhecer a importância imensa das mães para cada um de seus filhos e para cada família, mas no Dia das Mães podemos expressar ainda mais a nossa gratidão e o nosso carinho por elas.

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Apesar do forte apelo comercial que tem marcado o dia dedicado às mães, é importante aproveitar a ocasião para a oração, a reflexão e os gestos concretos de filial afeto, gratidão e reconhecimento. Possam elas serem homenageadas nas famílias, enquanto exercem a sua sublime missão.

As mães comemoram o seu dia em meio a alegrias e dores. Necessitamos olhar com mais amor e dar especial atenção às mães que vivem em situação de maior vulnerabilidade.

No Dia das Mães e na vida cotidiana, é preciso recordar-se das mães que mais sofrem, das mães que sofrem com os seus filhos ou por causa deles, das mães que amam sem serem amadas, daquelas que vivem na extrema pobreza ou que padecem por outros problemas sociais que se abatem sobre suas famílias.

Um dos mais graves problemas que trazem sofrimento às mães é a violência sofrida por elas ou por seus filhos.

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Dentre as muitas formas de violência, têm sido noticiados com frequência assustadora os casos de violência contra a mulher, nem sempre denunciados por vergonha, medo ou dificuldade de acesso à justiça, mas que chegam, muitas vezes, ao feminicídio, crime tristemente crescente no país.

A violência doméstica traumatiza mães e filhos, gerando sofrimento e morte. Não pode ser considerada “coisa de marido e mulher”.

É preciso erradicar a violência contra a mulher, a começar do ambiente familiar, combatendo as suas causas e cultivando relações de respeito, fraternidade e paz.

Além do que possa ser feito por familiares, por amigos e pela comunidade eclesial, a ação dos poderes públicos é muito necessária para assegurar o respeito à vida e a dignidade das mulheres.

O mundo marcado por tantos conflitos armados, por ódio e vingança, necessita do amor capaz de transformar as relações humanas.

O amor de mãe é doação, gratuidade e ternura, é sinal do amor divino. O amor de mãe se parece com o amor de Deus, que ama sempre, antes de ser amado e mais do que ser amado.

Neste Mês de Maria, o olhar para a mãe de Jesus, associada ao seu filho nas bodas de Caná e no calvário, contribui para que as mães possam sentir-se sempre mais amadas e possam continuar sempre a amar, colhendo as alegrias da maternidade.

Ser mãe, apesar de tantas adversidades, permanece um dom de Deus e uma alegria imensa, conforme inúmeros testemunhos. Parabéns às mães, com as orações e o abraço carinhoso de seus filhos!

*Dom Sergio da Rocha é Cardeal Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil.



Fonte: A Tarde

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