O deputado federal Antônio Brito (PSD) passa por uma situação delicada neste período de pré-campanha. Desde o início de julho, quando o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi confirmado como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) na disputa pela Presidência da República, o parlamentar baiano vive um impasse.
Conforme determinado pelo senador e presidente do PSD, Otto Alencar, o partido na Bahia vai apoiar a reeleição do presidente Lula (PT), mas a posição pessoal de Brito tem grandes chances de ficar oculta até o dia da eleição.
Isso porque, além da relação pessoal próxima a Kassab, outros fatores mais pragmáticos também pesam para um apoio envergonhado de Brito, seja para o petista ou para o correligionário.
Futuro promissor
Informações obtidas pelo portal A TARDE apontam que Gilberto Kassab já se movimenta para que o PSD assuma a presidência da Câmara dos Deputados, posto hoje ocupado por Hugo Motta (Republicanos-PB). O nome preferido e que Kassab já trabalha para ser o candidato do partido na disputa é o de Antonio Brito.
Ainda conforme os relatos obtidos pela reportagem, a reeleição de Motta não está encaminhada, e a disputa para a sucessão já movimenta a Câmara mesmo antes dos resultados das urnas.
A leitura em Brasília é de que o PSD vai forte para o pleito e pode eleger a maior bancada de deputados e senadores do Congresso, o que pode facilitar a conquista do comando da Casa Baixa.
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Suplência
Outro ponto delicado para Antonio Brito se encontra na formação da chapa majoritária na Bahia. Seu pai, o ex-vereador e tributarista renomado nacionalmente, Edvaldo Brito, deve ser oficializado nos próximos dias como o primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT).
Dessa forma fica ainda mais difícil para que o deputado fale abertamente sobre o apoio à chapa puro-sangue de Caiado e Kassab ao longo da campanha.
A reportagem tentou contato com Antonio Brito, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Desistência
Atual líder do PSD na Câmara, Antônio Brito tinha o apoio do seu partido e também contava com a simpatia do presidente Lula (PT) para ser conduzido à presidência da Câmara dos Deputados, mas recuou.
Antes da entrada de Hugo Motta na disputa, Brito tinha como adversário um outro baiano: Elmar Nascimento (União Brasil), que também desistiu de concorrer.
Na época, em coletiva ao lado de Gilberto Kassab, Brito explicou que foi uma decisão majoritária da bancada a retirada da sua candidatura e apoio a Motta.