O futuro da Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), virou tema de debate no Brasil devido ao interesse do Grupo City — conglomerado detentor da SAF do Esporte Clube Bahia — em assumir a gestão da principal praça esportiva do estado após o encerramento da atual Parceria Público-Privada (PPP), previsto para 31 de março de 2028.
Estudo prevê hotel, centro de convenções e expansão comercial
Atualmente, há um estudo em andamento para adequar e reestruturar internamente a Arena Fonte Nova de acordo com os planos do Grupo City a partir de 2029, caso o conglomerado assuma o controle do equipamento. A informação foi divulgada por Cáscio Cardoso, do BAR FC.
O plano tem como objetivo transformar o equipamento esportivo em uma grande arena multiuso, com o desenvolvimento de um empreendimento comercial, a ampliação da loja do Bahia e a construção de um hotel e de um centro de convenções.
Segundo as informações, o estudo não está sendo desenvolvido na Bahia, mas em outra parte do Brasil. O projeto considera a possibilidade de aquisição da Fonte Nova pelo Grupo City e uma consequente mudança no modelo de gestão, que atualmente funciona por meio de uma parceria público-privada (PPP).
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Além disso, a situação do Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP), que atualmente recebe poucas partidas de futebol e tem sido utilizado principalmente para a realização de shows, serve de exemplo para os atuais administradores da Fonte Nova. A preocupação é evitar que o equipamento baiano se torne um “elefante branco”.
Governo da Bahia mantém conversas com o Grupo City pela Fonte Nova
Nesta quinta-feira, 21, durante agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no Farol da Barra, em Salvador (BA), o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos, revelou que o Governo da Bahia já manteve conversas com representantes do Grupo City sobre a possibilidade de participação do conglomerado na futura gestão da Arena Fonte Nova.
“A gente conversou com o Grupo City, inclusive com a participação do próprio governador, e já tivemos momentos de diálogo, o que é positivo”, afirmou o secretário. Ele garantiu, entretanto, que ainda não há nada definido e que as conversas com o conglomerado de clubes estão em estágio inicial.
O interesse do City Football Group (CFG) em participar de uma eventual disputa pela administração da Fonte Nova já havia sido manifestado publicamente pelo CEO da rede multiclubes, Ferran Soriano.