Artistas denunciam “apagamento” do forró na Bahia e cobram prioridade em editais

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Forrozeiros e prefeitos discutiram futuro do São João na UPB


Valorização dos artistas locais nas grades de festejos juninos foi tema de encontro na UPB – Foto: Luciano Carcará | Ag. A TARDE

Forrozeiros baianos estiveram em caravana na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), nesta quinta-feira, 5, onde se reuniram com o presidente do bloco, Wilson Cardoso (PSB), e com os demais prefeitos e representantes do setor cultural.

Em pauta, estava a valorização dos artistas locais nas grades de festejos juninos nos municípios do estado, trazendo também para discussão o limite de gastos na contratação das atrações das festas, que já havia sido tema de uma outra reunião, na quarta, 4.

A gente abre a grade para os pequenos municípios, a cada quatro atrações, meia é de forrozeiro local. Então, a gente quer tentar ver a possibilidade de corrigir essa discussão”, defendeu Gabriel durante a reunião mediada por Wilson Cardoso.

“Que esses editais do governo do Estado que apoiam as prefeituras, em vez de contemplar bandas do Ceará, do Rio Grande do Norte, de outros estados, contemplem atrações baianas. A gente tem aqui atrações baianas de muita qualidade, tem também as que estão começando, merecem toda a nossa atenção e alguns resultados”, pontuou.

UPB defende mudanças

O prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, que também é presidente da UPB, defendeu a valorização do forró e dos artistas locais na festas de São João e São Pedro. O ponto também foi defendido pelo deputado federal Zé Neto (PT), que participou do encontro.

Quem ganham são os nomes de boa qualidade e os munícipes […] Eles vão brincar, vão dançar, vão dançar forró. E o município vai fazer a festa do tamanho que ele possa gastar […] Nós não estamos falando só de São João, mas também dos festejos juninos – Wilson Cardoso

Teto padronizado

O presidente da UPB também voltou a defender a criação de um teto de até R$ 700 mil para a contratação dos artistas para as festas de São João.

A ideia, segundo Wilson, é criar um valor padrão para todos os estados da região Nordeste. Nos bastidores, representantes do setor acreditam que a padronização desse teto evitaria um ‘fuga’ dos cantores para os outros estados.

Wilson chegou a falar sobre o assunto, pouco antes da reunião desta quinta, 5, em conversa com a imprensa.

“Não pode a prefeitura investir R$ 200 mil em um artista e, em 2026, esse valor saltar para R$ 1 milhão”, afirmou o presidente da UPB ao comentar o assunto.

Fonte: A Tarde

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