Bahia lidera acidentes de trabalho no Nordeste em meio a recorde nacional de ocorrências e mortes

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O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes de trabalho da série histórica, com 806.011 ocorrências e 3.644 mortes. Os dados constam em levantamento da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, com base em informações do INSS e do sistema eSocial.

No cenário nacional, a Bahia aparece como o estado com maior número de acidentes de trabalho no Nordeste e entre os oito com mais registros no país. Entre 2016 e 2025, foram contabilizados 180.598 acidentes no estado, volume que o coloca à frente de outras unidades nordestinas, como Pernambuco.

No mesmo período, o estado baiano registrou 1.227 mortes relacionadas ao trabalho, também liderando na região Nordeste e ocupando a oitava posição no ranking nacional. O número se aproxima dos registros de Goiás, que contabilizou 1.257 óbitos.

Em nível nacional, o levantamento aponta crescimento contínuo desde 2020. Naquele ano, houve redução nas notificações em razão dos impactos da pandemia de Covid-19. Desde então, os acidentes aumentaram 65,8%, enquanto as mortes cresceram 60,8%.

Ao longo de uma década, entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes de trabalho e 27.486 mortes. O impacto também é medido em dias de afastamento: foram mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos e outros 249 milhões contabilizados como dias debitados, indicador que considera efeitos permanentes de lesões e óbitos.

O estudo indica ainda que, apesar da queda na taxa de incidência proporcional ao número de trabalhadores formais, o volume absoluto de acidentes aumentou, refletindo a ampliação do emprego formal sem crescimento equivalente em medidas de segurança.

Entre os setores com maior número de ocorrências está o atendimento hospitalar, com mais de 500 mil registros na década. Técnicos de enfermagem lideram em volume de acidentes, enquanto o transporte rodoviário de cargas apresenta maior número de mortes, com destaque para motoristas de caminhão.

A construção civil também figura entre as atividades com maior risco, com taxas elevadas de acidentes em funções como montagem industrial. No setor de serviços, ocupações como faxineiros e vendedores também aparecem com números expressivos de ocorrências e óbitos.

O levantamento aponta ainda mudanças no perfil dos acidentes, com aumento dos casos ocorridos durante deslocamentos e crescimento da participação feminina, que já representa 34,2% dos registros no país.

Com informações do Bnews



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