Os clássicos dos Bee Gees reuniram diferentes gerações e esgotaram os ingressos para o show da Bee Gees Alive, realizado neste sábado, 22, na Arena A TARDE, no Caminho das Árvores, em Salvador.
Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, fãs e integrantes do grupso de tributo falaram sobre a força das canções dos irmãos Gibb e a emoção de participar da apresentação que celebrou os 25 anos de carreira da banda cover.
Esta foi a primeira vez da Bee Gees Alive em Salvador, um momento considerado especial pelos integrantes. Júnior Santana, que interpreta Barry Gibb, destacou a trajetória do grupo até chegar à capital baiana.
“Tem, sim, porque, primeiro, é a primeira vez que a gente vem pra cá. Então, é um prazer muito grande”, afirmou.
“É uma estrada muito longa que a gente traçou até chegar aqui. E, para estar aqui, a gente lutou bastante. A gente quer dividir com vocês esse momento maravilhoso dessas bodas”, acrescentou.

O espetáculo fez parte da turnê comemorativa pelos 25 anos da Bee Gees Alive e revisitou diferentes fases da trajetória dos Bee Gees. No repertório, estiveram canções que atravessaram décadas, como “Massachusetts”, “Words”, “To Love Somebody”, “Stayin’ Alive”, “More Than a Woman”, “I Started a Joke”, “Lonely Days”, “Night Fever” e “How Deep Is Your Love”.
Bee Gees Alive e o desafio de recriar um legado
A Bee Gees Alive é formada por Júnior Santana no papel de Barry Gibb, Sérgio Rosa como Robin Gibb e Guido Roverso interpretando Maurice Gibb. O grupo também conta com Rogério Scarton, na guitarra; João Carlos, no baixo; e Jorge Anielo, na bateria.
Para Sérgio Rosa, recriar no palco a sonoridade de um dos grupos mais populares da história da música exige estudo e responsabilidade.
“Para a gente, é uma tarefa árdua, mas muito prazerosa. [O grupo] está levando Bee Gees além do Brasil, para o exterior, então a gente faz sempre essa releitura com muita responsabilidade e estudando muitos detalhes desse grande trio que emocionou tanta gente pelo mundo”, disse.
O desafio, no entanto, encontrou um público disposto a cantar sucessos conhecidos por pessoas de diferentes faixas etárias. A diversidade de gerações presentes na Arena A TARDE chamou a atenção durante a noite e ajudou a explicar por que, mesmo décadas depois, as músicas dos irmãos Gibb continuam atraindo fãs.
O legado dos Bee Gees atravessa gerações
Para Júnior Santana, a permanência da música dos Bee Gees está diretamente ligada à transmissão desse repertório entre as famílias.
“Eu acredito que seja esse passar de pai para filho, de mãe para filha, de geração para geração. Porque as músicas antigas passaram, mas ficaram na memória das pessoas”, avaliou.
Segundo o cantor, existe uma ligação afetiva por trás das canções que contribui para que elas continuem presentes ao longo do tempo. “Tem uma história por trás daquilo, tem um sentimento. Então, elas vão passando de pai para filho e sempre vão respingando na geração seguinte”.
“E os Bee Gees, assim como outras músicas também, como as do Queen, do Elvis Presley e dos Beatles, deixaram esse legado para muitas e muitas gerações”, completou.
Entre os fãs que acompanharam o show, a sensação também foi de reencontro com diferentes momentos da vida. Para Verônica Sousa, assistir à apresentação representou a concretização de um desejo antigo.
“Para mim, é a realização de um sonho, sabe? Desde criança eu conheço [os Bee Gees] e, assim, eu assisto e ouço as músicas. Toca muito no meu coração. Eu amo”, contou.

Sobre os ingressos esgotados e a presença de pessoas de diferentes idades, Verônica atribuiu a conexão à força das canções. “A força da música deles, sabe? Eles cantam o amor, cantam canções lindas que nos fazem emocionar.”
A relação entre música e memória também foi destacada por Helenizia Maria Silva, de 66 anos. Fã da banda desde a juventude, ela afirmou que as canções remetem a lembranças de sua história.
“É da minha geração. Eu dancei muito Bee Gees. Me remete a um clube que tem no meu interior, onde eu ia e dançava muitas músicas deles. Então, assim, é bem a minha cara, né? Porque eu estou com 66 anos, então atravessei essa geração dos Bee Gees.”

Para Helenizia, o público esgotado e diverso mostrou que o repertório continua encontrando espaço entre pessoas mais jovens.
“Eu acho que, mesmo sendo um público de diferentes idades, a geração de hoje também curte essas músicas. Quem gosta de música de qualidade curte Bee Gees. A questão é essa: tem jovens hoje que gostam de música de qualidade, não estão ligados só ao axé, ao pagode e gostam de música boa. Então por isso existe essa diversidade de público”.
Fãs revivem memórias e diferentes momentos da vida
A nostalgia também levou as amigas Lívia Pereira Amaral e Ana Margarida Rodrigues à Arena A TARDE. Para Lívia, o show representou uma oportunidade de revisitar a juventude.
“Para mim, é para reviver o meu passado, meus 18 anos, quando as músicas eram muito boas. As letras falavam de amor, falavam de paz, coisa que a gente não vê hoje. Então, a minha expectativa é muito grande para o show de hoje.”
Ana compartilhou da mesma sensação e destacou ainda outro motivo para acompanhar as músicas em inglês.
“Para mim também é a mesma coisa. Eu gosto muito, acompanhava eles, adorava. Eu faço curso de inglês, então é uma coisa que também é boa para treinar. Então, assim, é uma forma de reviver o meu momento, porque hoje a gente não vê muitas músicas nesse estilo.”

Na avaliação de Lívia, a longevidade dos Bee Gees está relacionada à qualidade musical do grupo. “Eu acho que é pela qualidade musical deles. Eles têm uma qualidade musical muito boa, que consegue ultrapassar o tempo. Não só na nossa época, nos anos 70 e 80, mas hoje, no século XXI, os jovens também sabem reconhecer o que é coisa boa.”
Ana, por sua vez, resumiu a presença contínua das canções em diferentes épocas como uma característica atemporal.
“Eu digo assim: não tem essa coisa de moda que passa, porque a moda passa. Eles, não. Em qualquer época, são bem recebidos. Em qualquer idade, com ritmo lento ou agitado, é maravilhoso. É atemporal.”
Arena A TARDE amplia circuito de eventos em Salvador
A apresentação com ingressos esgotados também reforçou a presença da Arena A TARDE no circuito de grandes eventos de Salvador. Inaugurado em 2025, o espaço fica na sede do Grupo A TARDE, no Caminho das Árvores, e tem aproximadamente 3.980 m².
Com capacidade para receber até cinco mil pessoas em formato de show, a Arena foi projetada para diferentes configurações de eventos, incluindo apresentações musicais, festivais e encontros corporativos. A estrutura conta ainda com recursos de acessibilidade, como rampas, banheiros adaptados e áreas reservadas para pessoas com deficiência, além de iniciativas relacionadas à gestão de água e resíduos.
Desde a inauguração, o espaço passou a integrar o circuito de eventos da capital baiana ao receber projetos do próprio Grupo A TARDE, produtoras e parceiros.