O bloco Alvorada realiza, no próximo domingo, 1, a 43ª Lavagem da Fonte do Gravatá, na Rua da Independência, bairro de Nazaré, em Salvador, onde a agremiação nasceu e mantém sua sede.
O evento começa com uma missa, às 9h, na Igreja Rosário dos Pretos, seguido de rito religioso no local do monumento e cortejo da fonte até o palco com a Banda Swing do Pelo. O show gratuito marca o último ensaio do bloco antes do Carnaval 2026, com ala de canto do Alvorada, Ilê Aiyê, Roberto Mendes e Morango e a partir do meio-dia.
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A Lavagem da Fonte do Gravatá acontece desde a década de 1970 no monumento instalado na esquina das ruas do Gravatá e Independência. Em 2026, o evento conta com um momento especial que consolida o tema ‘Nengua Guanguacese: 100 anos de mar, folha e fé’, que o bloco irá levar para o Carnaval 2026, reunindo foliões do bloco, amantes do samba e a comunidade do bairro.
Carnaval
Em 2026, o desfile da Sexta-feira de Carnaval do Alvorada contará novamente com grandes nomes do samba baiano. A ala de canto reunirá Bira (Negros de Fé), Arnaldo Rafael, Romilson (Partido Popular), Marco Poca Olho, Valdélio França, Tiago Dantas (Representa) e Rogério Bambeia, com participações especiais de Marquinho Sensação, Renato da Rocinha e Roberto Mendes.
Ao longo da vida, Nengua Guanguacese foi reconhecida pela sabedoria, generosidade e firmeza. Guiou centenas de filhos e filhas de santo, acolheu famílias inteiras e consolidou o Bate Folha como um dos mais importantes espaços de resistência das religiões de matriz africana. Com sua partida, em 25 de abril de 2023, aos 98 anos, encantou-se, mas deixou um legado de fé, amor e partilha.
Alvorada
Fundado em 1º de janeiro de 1975 por jovens estudantes do Colégio Severino Vieira — entre eles Vadinho França, também fundador da Unesamba, que reúne os nove blocos de samba da folia baiana —, o Alvorada nasceu no Gravatá e foi responsável por inaugurar a Sexta-feira de Carnaval, abrindo oficialmente o primeiro dia da festa na capital baiana. Seu nome simboliza justamente esse papel: o de anunciar o nascer do Carnaval, o despertar da alegria e da tradição do samba.
Ao longo de cinco décadas, o Alvorada manteve viva sua essência: repertório próprio, ala de canto com artistas da terra, ala das baianas e de passistas, e o inconfundível galo de três metros, que abre o cortejo da agremiação.
Durante todo o ano, o bloco realiza ações sociais e culturais com a comunidade, como a Feira de Empreendedores Negros, o tradicional caruru que marca o início dos ensaios e a Lavagem da Fonte de Nanã, rituais que reforçam a ligação espiritual com o Terreiro Bate Folha e com a religiosidade afro-baiana.