Milhões de trabalhadores brasileiros vão receber um reforço financeiro ao longo de 2026 com o pagamento do abono salarial PIS/Pasep. O governo federal confirmou que os valores, que variam de R$ 136 a R$ 1.621, serão liberados entre fevereiro e agosto, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O benefício é referente ao ano-base 2024 e poderá ser sacado até o fim de 2026.
A liberação das consultas gerou alta procura pelos canais oficiais. Somente nesta quinta-feira (5), o aplicativo Carteira de Trabalho Digital registrou 7,3 milhões de acessos até as 15h, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, 25,4 milhões de pessoas já foram identificadas como aptas a receber o abono, com previsão de R$ 32 bilhões em pagamentos.
O valor do benefício é calculado de forma proporcional ao tempo de trabalho formal em 2024. Trabalhadores que exerceram atividade com carteira assinada durante os 12 meses do ano recebem o valor máximo de R$ 1.621. Quem trabalhou por períodos menores recebe quantias proporcionais, a partir de R$ 136.
Para ter direito ao abono salarial, é necessário estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024, ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 e ter os dados corretamente informados pelo empregador na Rais ou no eSocial. Trabalhadores da iniciativa privada recebem o PIS, pago pela Caixa Econômica Federal, enquanto servidores públicos recebem o Pasep, pago pelo Banco do Brasil.
O calendário de pagamentos começa em 16 de fevereiro, para os nascidos em janeiro, e segue até 17 de agosto, quando recebem os trabalhadores nascidos em novembro e dezembro. Os valores ficam disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2026.
Desde o dia 5, os trabalhadores podem consultar se têm direito ao benefício, o valor e a data de pagamento por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou do portal gov.br. Segundo o MTE, a plataforma costuma registrar grande volume de acessos nos primeiros dias de liberação das consultas.
Com informações do MIX