Fake news não resistem a dados comprovados e confiáveis. Para testar a hipótese – e admitir sua validade e consistência –, basta verificar os dados da Lei Rouanet, citados pela ministra da Cultura, Margareth Menezes.
De antemão, é lícito admitir a importância da Rouanet para dinamizar a cultura de um país tão pujante e gigantesco. Faltava avaliar de forma fidedigna o impacto sobre a economia tomando como corretos os números mais recentes. O resultado deve surpreender quem vive buscando defeitos no incentivo criado no governo de Fernando Collor, na redemocratização.
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Não se pode duvidar do profissionalismo da análise qualitativa, quando a Fundação Getúlio Vargas aplicou, este mês, a Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet. Foram R$ 25,7 bilhões movimentados na economia brasileira; 228 mil postos de trabalho – estes cálculos são referentes ao ano de 2024. Algo pode ser cotejado em exclamação: tem mais gente empregada na cultura que no agro!
A fatia de participação do setor chega a 13,5% do total de 25 milhões e meio de contratações, batendo recorde em cima de recorde, em admirável desempenho das equipes econômica e cultural.
A atividade gerou 3,9 bilhões em tributos: para cada real de renúncia, R$ 1,39 voltou para o erário em impostos, e R$ 7,59, mais de sete vezes mais, circularam em movimentações financeiras em toda a sociedade brasileira. O ano de 2024 bateu recorde de R$ 3 bilhões, por quase 5 mil projetos aprovados.
Como se não bastassem tantos índices favoráveis, a justiça por meio da redução das desigualdades regionais foi contemplada, com a liderança do Nordeste em porcentagem de avanço em investimentos.
Fica descartada – e desmoralizada – a cantilena de biltres, segundo os quais, a Lei Rouanet serviria para dar dinheiro. Ao contrário, a única conclusão possível, exceto em casos de inépcia cognitiva ou preguiça moral, implica admitir: a Lei Rouanet só traz benefícios até a quem ainda resiste em aplaudi-la, de pé, como se espera, honestamente, de um bravo desempenho.