A Chevrolet avança na eletrificação de sua operação brasileira com o Captiva PHEV, primeiro híbrido plug-in da marca produzido no país. O SUV é montado na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, e oferece autonomia combinada superior a mil quilômetros, segundo a fabricante. Preço, potência, capacidade da bateria e autonomia exclusivamente elétrica ainda não foram divulgados, mas a Chevrolet confirmou que os veículos chegarão às revendas no início de novembro.
Na tecnologia híbrida plug-in, a bateria pode ser abastecida em um ponto de recarga, permitindo percorrer parte dos trajetos somente com eletricidade. O motor a combustão amplia a autonomia e reduz a dependência da infraestrutura de carregamento em viagens. Essa combinação pode ser especialmente relevante no Nordeste, onde a rede de recarga cresce, mas ainda se concentra nas capitais e nos principais corredores rodoviários.
O Captiva PHEV é o terceiro Chevrolet montado na PACE em menos de um ano. A operação começou em dezembro de 2025, com o Spark EUV, primeiro modelo produzido na unidade. Na inauguração da fábrica, a montadora confirmou que o Captiva EV seria o segundo veículo da linha cearense.
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Captiva EV
A montagem do Captiva totalmente elétrico começou em junho deste ano. Na ocasião, a Chevrolet antecipou que a fábrica receberia até o fim de 2026 uma nova linha para produzir um veículo com tecnologia ainda inédita para a marca no Brasil. Dois meses depois, confirmou que se tratava do Captiva PHEV.
“À medida que a demanda evolui, temos condição de ampliar gradualmente a operação no Brasil, incorporar novos produtos e desenvolver novas capacidades”, afirmou Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, durante o início da produção do Captiva EV.
A operação é realizada em parceria com a Comexport e recebe conjuntos de peças parcialmente montados para a finalização dos veículos no Ceará. Com o Captiva EV, a unidade anunciou aumento de aproximadamente 50% no quadro de empregados. Em uma futura etapa de expansão, a capacidade poderá chegar a 50 mil veículos por ano.
A Chevrolet ainda mantém sob reserva informações importantes sobre o Captiva PHEV. Números de potência, torque, bateria e autonomia elétrica referentes às configurações comercializadas em outros países não podem ser atribuídos ao modelo brasileiro antes da homologação local. Por enquanto, a confirmação do terceiro produto consolida a fábrica cearense como uma das bases da eletrificação da marca no país.