No estado, trabalhadores dizem que as demissões começaram dia 14 de agosto
O Sindicato dos Comerciários de Salvador comunicou, por meio de suas redes sociais, na última quinta-feira (3), a situação sensível dos mais de 300 funcionários baianos que perderam o emprego após a empresa Casas Bahia fechar as lojas no estado. No vídeo, os funcionários relatam que as demissões ocorreram sem comunicado prévio, “à calada da noite”, como aponta um dos trabalhadores, e sem o pagamento adequado dos direitos trabalhistas
Segundo uma representante do sindicato no vídeo, 12 lojas foram fechadas no interior do estado e, em Salvador, das 16 lojas que atuavam na capital, apenas quatro permanecem funcionando. Veja vídeo:
Trabalhadores reclama
“Até o presente momento, da empresa, os trabalhadores só receberam traição e ingratidão”, afirma o advogado André Sturaro no vídeo, criticando a tentativa de adiar o pagamento de anos de dedicação dos trabalhadores por meio do plano de recuperação. Ele continuou, apontando como causa para o fechamento “desmando, incompetência e uma atitude que eu diria praticamente criminosa dos gestores que fizeram uma malversação do dinheiro da empresa, do dinheiro dos trabalhadores”.
Segundo o presidente do sindicato, Renato Ezequiel, no fim do vídeo, os trabalhadores foram forçados a sacar o FGTS e solicitar o seguro-desemprego por conta própria. “Quase todos os trabalhadores sacaram o FGTS. (A empresa) mandou o código de entrada no seguro de emprego. A empresa não orientou os trabalhadores em nada”, afirma. Ele aponta que a situação pode gerar problemas futuros.
Situação com a Justiça
Para tentar evitar a falência, o grupo entrou com um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, em 16 de agosto, tentando renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em débitos.
Em 18 de agosto, a Justiça do Trabalho suspendeu as demissões em massa, ordenando que os contratos dos trabalhadores atingidos fossem restabelecidos temporariamente.
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De acordo com o vídeo do sindicato, uma vitória crucial dos sindicatos foi impedir que as rescisões dos trabalhadores fossem incluídas no plano de recuperação judicial da empresa. Na prática, isso significa que os trabalhadores poderão receber seus direitos fora do plano, evitando um recebimento menor e um período de espera de cinco anos ou mais.
A rede varejista Casas Bahia está passando por uma grave crise, resultando no fechamento de quase 300 lojas e na demissão de cerca de 3 mil trabalhadores em todo o Brasil. A empresa não se pronunciou sobre o comunicado do Sindicato dos Comerciários da Bahia.