Crime ocorreu em 2014. Na foto, Geovanne Mascarenhas de Santana
A Justiça da Bahia iniciou nesta terça-feira (17), no Fórum Ruy Barbosa, o julgamento de sete policiais militares acusados de envolvimento no assassinato de Geovane Mascarenhas de Santana. Devido à complexidade do caso e à quantidade de réus, a expectativa é de que o júri popular se estenda até a próxima quinta-feira (19).
O julgamento estava inicialmente marcado para abril deste ano, mas foi adiado para junho. A mudança de data ocorreu após a Justiça acatar um pedido da defesa para análise de documentos do processo, com o objetivo de assegurar o direito à ampla defesa.
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Entenda o crime
O caso ocorreu em agosto de 2014 e ganhou forte repercussão nacional pela brutalidade. Geovane desapareceu logo após passar por uma abordagem policial no bairro da Calçada, na capital baiana.
Os restos mortais da vítima foram encontrados no Parque São Bartolomeu com sinais de extrema violência: o corpo estava decapitado, carbonizado, com as tatuagens removidas e sem os órgãos genitais.
Segundo as investigações, a motocicleta e o celular de Geovane também foram levados pelos policiais na ocasião.
Os réus e as acusações
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), os agentes respondem por homicídio qualificado (cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), e roubo qualificado. Os policiais julgados são:
– Alan Morais Galiza dos Santos;
– Alex Santos Caetano;
– Cláudio Bonfim Borges;
– Daniel Pereira de Sousa Santos;
– Jailson Gomes Oliveira;
– Jesimiel da Silva Resende;
– Roberto dos Santos Oliveira.
Com exceção de Jailson Gomes Oliveira, todos os outros seis policiais também respondem pelo crime de ocultação de cadáver.