Júri irá acontecer em outubro
Mais dois acusados de envolvimento na morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, serão julgados pelo Tribunal do Júri em outubro deste ano. Josevan Dionísio dos Santos será submetido ao júri no dia 13 de outubro, enquanto Sérgio Ferreira de Jesus será julgado no dia 21 de outubro. As duas sessões ocorrerão no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
O crime aconteceu em 17 de agosto de 2023, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo informações oficiais, Mãe Bernadete foi assassinada a tiros dentro da associação da comunidade quilombola.
Apesar de o assassinato ter ocorrido em Simões Filho, os julgamentos foram transferidos para Salvador após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deferir o pedido de desaforamento, mecanismo previsto na legislação que permite mudar a comarca onde o júri será realizado. Neste caso, a medida levou em consideração a grande repercussão do caso e busca preservar a imparcialidade do julgamento.
Na nota enviada pelo TJ-BA, não consta a informação sobre a situação dos dois acusados, ou seja, não é informado se Josevan Dionísio dos Santos e Sérgio Ferreira de Jesus estão presos ou se são considerados foragidos.
Ao todo, cinco pessoas foram denunciadas pela morte de Mãe Bernadete e todas foram pronunciadas, ou seja, a Justiça decidiu que existem elementos suficientes para que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.
Relembre a morte de Mãe Bernadete
Mãe Bernadete tinha 72 anos e era uma das principais lideranças do Quilombo Pitanga dos Palmares. Além de liderança quilombola e ialorixá, ela também atuou como secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho e integrava a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
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Na noite de 17 de agosto de 2023, homens armados invadiram o imóvel onde ela estava, no território quilombola, e a mataram a tiros. O assassinato ocorreu seis anos após a morte do filho dela, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho do Quilombo, também assassinado em 2017.
O caso teve grande repercussão nacional e provocou cobranças por investigação e responsabilização dos envolvidos.
Dois acusados já foram condenados
O processo já teve dois julgamentos. Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos foram julgados pelo Tribunal do Júri de Salvador nos dias 13 e 14 de abril de 2026.
Arielson foi condenado a 40 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão, enquanto Marílio recebeu pena de 29 anos e 9 meses de reclusão.