Cemitério de baleias a 7 mil metros de profundidade é descoberto no oceano

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Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências identificaram um vasto cemitério submarino de baleias no Oceano Índico, na Zona Diamantina, entre a Austrália e a Antártida. A área se estende por cerca de 1.200 quilômetros e reúne fósseis e carcaças distribuídos em 485 pontos.

O estudo, publicado na revista Nature, também registrou cinco “quedas de baleias” ainda ativas — carcaças que afundam e passam a sustentar ecossistemas nas profundezas. Esses ambientes foram encontrados entre 4.625 e 6.789 metros de profundidade, ampliando em mais de 2.500 metros o limite conhecido para esse tipo de habitat.


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Nas carcaças, os cientistas documentaram 35 grupos de macrofauna, incluindo:

  • vermes que consomem ossos;
  • estrelas-serpente;
  • moluscos;
  • bactérias que sobrevivem por processos químicos, sem luz solar.

Parte das espécies pode ser nova para a ciência.

Fósseis com até 5,3 milhões de anos

A datação isotópica de 33 fósseis indicou idades entre 120 mil anos e 5,26 milhões de anos. O exemplar mais antigo pertence a uma baleia-bicuda extinta do gênero Pterocetus, mostrando que quedas de baleias ocorrem na região desde o início do Plioceno, período de clima global mais quente. Também foram encontrados fósseis de espécies modernas ainda presentes no Índico.

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Nova espécie encontrada

Entre os achados está uma nova espécie, Pterocetus diamantinae, identificada a partir de parte de um crânio encontrado a quase 6.900 metros de profundidade.

Os pesquisadores apontam que a concentração de restos pode estar ligada a:

  • rotas migratórias;
  • áreas de alimentação de baleias-bicudas — conhecidas por mergulhos profundos;
  • à topografia em forma de vale, que favorece o acúmulo de carcaças;
  • baixa sedimentação, que preserva os ossos por milhões de anos.

Como foi realizada a pesquisa?

A pesquisa foi realizada entre fevereiro e março de 2023, com 32 mergulhos do submarino tripulado Fendouzhe. Apesar do avanço, apenas parte da área foi explorada, e as hipóteses sobre a formação da necrópole ainda precisam de confirmação.



Fonte: A Tarde

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