A derrota do Bahia por 2 a 0 para o Fluminense, neste domingo, 12, no Maracanã, em amistoso preparatório para a retomada da temporada, foi marcada por fortes críticas de Rogério Ceni à arbitragem. O treinador afirmou que o duelo perdeu a credibilidade por conta das decisões do árbitro, e questionou a escolha de um juiz do Rio de Janeiro para comandar o confronto.
Segundo o treinador, o único pedido feito antes do amistoso foi para que a arbitragem fosse de outro estado, justamente para evitar qualquer tipo de questionamento. Ceni revelou que o profissional escalado costuma apitar jogos no CT do Fluminense.
Você vem aqui para ser otário, e não compensa viajar 2.200 km para ser otário de um árbitro contratado para fazer o resultado acontecer. Para a gente, perde um pouco de sentido
Rogério Ceni – Técnico do Bahia
“A pré-temporada tem sido boa com esses dois jogos, contra o City Torque e hoje. Eles ajudaram muito nessas semanas de treinamento. O problema é que, quando você vem para cá, sabe que o Fluminense é um grande time, mas a única coisa que eu pedi ao nosso departamento é que não fosse um árbitro daqui, e colocaram um cara que apita jogo no CT deles”, iniciou o treinador em entrevista à GE TV.
“Você vai ao campo perguntar: ‘foi falta no Willian’. Você vai olhar o vídeo e vê que o Willian nem toca no jogador. O cara que, no mínimo, está assistindo à Copa do Mundo perde a credibilidade. Ele (juiz) deve estar feliz com o Fluminense ganhando e o Hulk feliz”, completou.
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Novo protesto contra a arbitragem
Antes de encerrar a entrevista, Ceni voltou a lamentar a condução da partida e reforçou que esperava uma arbitragem neutra para um amistoso entre dois clubes da Série A.
“Eu falo para eles: a única coisa que eu pedi foi para colocar um juiz de fora, de qualquer outro lugar do país, para ficar uma coisa séria, porque são dois times sérios. Mas o jogo deixou de ser sério quando nem ele sabe o que marcou em uma falta, não deu um pênalti claríssimo no Ademir e marcou esse com tanta convicção.”
As principais reclamações do Bahia foram o gol anulado ainda no primeiro tempo, após falta assinalada de Acevedo sobre John Kennedy, e o pênalti marcado para o Fluminense, convertido por Hulk. Sem o auxílio do VAR, as decisões geraram protestos dos jogadores tricolores e dominaram as discussões após o amistoso.
Ceni elogia atuação do Bahia
Apesar do resultado negativo, Rogério Ceni avaliou positivamente o desempenho da equipe, principalmente pelo caráter preparatório do amistoso. Na visão do treinador, o Tricolor criou as melhores oportunidades e poderia ter construído um placar favorável ainda na primeira etapa.
“Como teste, para a gente foi muito bom. Tivemos as melhores chances e poderíamos ter feito 2 a 0, com o pênalti claríssimo no Ademir, e o pênalti deles também. No segundo tempo, tivemos que corrigir algumas coisas e mudamos a maneira de jogar.”