Chevrolet amplia linha Onix 2027

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A Chevrolet apresenta a linha 2027 do Onix com a maior variedade de versões já oferecida para o modelo no Brasil. Ao todo, a família passa a reunir 14 configurações, sendo nove do hatch e cinco do sedã Onix Plus. A estratégia amplia o alcance comercial do compacto, que passa a atender desde frotistas e profissionais de logística leve até consumidores interessados em apelo aventureiro, eficiência com etanol e acabamento de maior valor percebido.

A principal novidade é o retorno do Onix Activ, agora com proposta mais funcional. Diferente da antiga versão aventureira, o novo modelo recebeu alterações de engenharia para se aproximar do universo dos crossovers.


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A suspensão foi elevada, os pneus são específicos para o novo vão livre e os componentes externos foram redesenhados. Com isso, o hatch passa a ter 201 mm de distância do solo na região do entre-eixos, ângulo de ataque de 19,7° e ângulo de saída de 28,1°.

Motorização

Equipado com motor 1.0 turbo flex de até 115 cv e câmbio automático de seis marchas, o Activ substitui as antigas versões LT e LTZ do hatch e passa a funcionar como porta de entrada da Chevrolet para o segmento de SUVs e crossovers. Na imprensa especializada, o modelo aparece cotado a R$ 116.190, em faixa próxima à de utilitários compactos de entrada como Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera.

Outra mudança relevante é a chegada do Onix Eco, disponível nas carrocerias hatch e sedã. A versão foi desenvolvida para rodar exclusivamente com etanol e utiliza calibração específica do motor 1.0 turbo, sem alterações de hardware. Segundo a Chevrolet, a proposta permite reduzir em cerca de 70% as emissões de carbono no critério poço à roda em comparação com um modelo similar movido a gasolina.

Carro sustentával

O Eco também se conecta ao Programa Carro Sustentável, dentro do Mover, e reforça uma aposta que faz sentido para o mercado brasileiro: usar a infraestrutura já existente do etanol como caminho de descarbonização. No Onix Plus, a Chevrolet informa que o consumo rodoviário com etanol passou de 10,9 km/l na versão flex para 11,1 km/l na configuração dedicada ao combustível vegetal.

A linha 2027 traz ainda o Onix Pro, série especial limitada a 3.750 unidades, baseada no hatch 1.0 aspirado com câmbio manual. A versão busca elevar a percepção de valor da entrada da gama, com rodas de liga leve aro 16, câmera de ré e bancos com combinação de tecido e revestimento premium.

Para o uso profissional, a Chevrolet criou o Onix Log. A configuração dispensa o banco traseiro e recebe estrutura dedicada para acomodação e isolamento de carga, com capacidade de até 375 kg. A proposta mira empresas, entregas urbanas e frotas que precisam de um veículo discreto, econômico e com baixo custo operacional.

Além das novas versões, toda a família recebeu atualizações. O hatch passa a contar com lanternas de lente cristal, em LED nas configurações RS, Premier e Activ. As versões 1.0 MT, Turbo MT e Turbo AT, tanto no hatch quanto no sedã, ganham câmera de ré de série. O pacote de conectividade também foi ampliado, com oito anos gratuitos do plano OnStar Basics e acesso a funções remotas pelo aplicativo myChevrolet.

Com hatch e sedã, motores aspirado e turbo, câmbios manual e automático, além de versões voltadas a trabalho, eficiência, esportividade e imagem aventureira, a Chevrolet reorganiza o Onix para defender espaço em um segmento cada vez mais pressionado por SUVs compactos. A linha 2027 mostra que, mesmo em um mercado dominado pelo desejo por utilitários, o hatch ainda pode ganhar fôlego quando combina preço, tecnologia e novas vocações de uso.

GWM amplia linha Wey 07 com versão Dark Edition

A GWM inicia as vendas do Wey 07 Dark Edition no Brasil, nova configuração do SUV híbrido plug-in de seis lugares que marca a entrada da marca no segmento de luxo eletrificado. Com preço sugerido de R$ 432 mil, a versão custa R$ 3 mil a mais que o Wey 07 convencional e aposta em apelo visual para ampliar a presença do modelo no mercado premium.

O conjunto mecânico é o mesmo da configuração já vendida no país. O SUV combina motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, entregando 517 cv de potência combinada e 820 Nm de torque. A tração é integral inteligente e o câmbio é do tipo DHT. Segundo a GWM, a autonomia elétrica é de até 128 km no ciclo Inmetro, com recarga rápida de 30% a 80% em cerca de 26 minutos.

A proposta da Dark Edition está concentrada no acabamento. A carroceria preta, as rodas exclusivas de 21 polegadas escurecidas e as pinças de freio vermelhas criam uma aparência mais esportiva, sem alterar o posicionamento de SUV familiar de luxo. Na cabine, o modelo mantém a configuração de seis lugares, com duas poltronas individuais na segunda fileira, além de revestimentos escuros, teto preto e acabamento em Alcantara.

O pacote de tecnologia também reforça a ambição premium. O Wey 07 Dark Edition traz condução semiautônoma de nível 2+, com cinco radares, 12 sensores ultrassônicos e cinco câmeras. Entre os recursos estão controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência, estacionamento automático e câmera 540°, que permite visualização ampliada do entorno e da parte inferior do veículo.

Avanço

O lançamento ocorre em um momento de avanço dos híbridos plug-in no Brasil. Segundo a ABVE, os PHEV lideram as vendas anuais de eletrificados desde 2023 e responderam por 50% dos emplacamentos do segmento no primeiro quadrimestre de 2025. A combinação entre autonomia elétrica urbana, motor a combustão para viagens e menor dependência da rede pública de recarga tem favorecido esse tipo de tecnologia no país.

No mercado, o Wey 07 Dark Edition mira uma faixa ocupada por SUVs grandes eletrificados de perfil familiar e premium, incluindo modelos híbridos plug-in chineses e utilitários de sete lugares de marcas tradicionais. Mais do que competir apenas por preço, a GWM tenta construir percepção de sofisticação em uma categoria na qual imagem, acabamento, conforto e pós-venda pesam tanto quanto desempenho.

A estratégia da Dark Edition segue uma fórmula já conhecida entre marcas premium: criar uma versão de imagem, com visual mais exclusivo, para manter o produto em evidência. No caso da GWM, o desafio é duplo.



Fonte: A Tarde

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