O Gama viveu, em poucos anos, uma transformação que parecia improvável depois do fracasso de sua primeira experiência com uma SAF. Em 2026, o clube não apenas voltou a conquistar protagonismo no Distrito Federal, como também garantiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.
O caminho até a Série C começou com uma campanha praticamente impecável na fase de grupos. O Gama terminou a primeira fase na liderança do Grupo A3, com 26 pontos em 10 partidas, com oito vitórias e dois empates, sem nenhuma derrota.
A campanha continuou nas fases eliminatórias.
Na segunda fase, o Periquito passou pelo Mixto-MT. Depois, eliminou o Porto Velho na terceira fase e superou o América-RN na quarta. Nas quartas de final, o adversário foi o São José, em confronto que valia diretamente uma vaga na terceira divisão nacional.
Ao avançar, o Gama garantiu um feito importante: o retorno à Série C do Campeonato Brasileiro.
Gama volta ao cenário nacional
Em 2022, o Gama apostou na criação de uma Sociedade Anônima do Futebol para tentar solucionar problemas financeiros e administrativos. A primeira experiência, entretanto, durou pouco.
Problemas relacionados ao cumprimento do acordo e instabilidade financeira provocaram a ruptura com a empresa responsável pela SAF, que acabou extinta oficialmente em 2023. O clube voltou ao modelo associativo em uma situação delicada, com dívidas elevadas, dificuldades para manter despesas básicas e uma estrutura que precisava de investimentos.
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Reconstrução começou com dívida de R$ 56 milhões
A virada começou justamente em 2023, quando um novo grupo de investidores passou a enxergar potencial na recuperação do Gama. Naquele momento, o clube acumulava aproximadamente R$ 56 milhões em dívidas, e o trabalho realizado posteriormente reduziu o passivo para cerca de R$ 27 milhões.
A estratégia também foi diferente da primeira experiência. A formalização definitiva da nova SAF foi condicionada à homologação da Recuperação Judicial, enquanto os investidores passaram a administrar integralmente o departamento de futebol por meio de um contrato de terceirização.
Na prática, o modelo colocou o futebol profissional sob gestão dos investidores, que assumiram os custos e a operação enquanto aguardam a conclusão das etapas jurídicas necessárias.
O Centro de Treinamento também recebeu investimentos, e a SAF também focou em outros projetos para iniciar a nova fase do Gama. Foram realizadas uma reforma da academia, organização do departamento médico e da rouparia, a implantação de refeitório e restaurante e melhorias nos campos.
As categorias de base também passaram a fazer parte do planejamento. Com apoio de projetos viabilizados pela Lei de Incentivo ao Esporte, o clube retomou investimentos na formação de atletas e fortaleceu iniciativas como o DNA Gamense.
Agora, o Gama mira a final da Série D
Com a vaga na terceira divisão assegurada, o Gama ainda tem objetivos nesta temporada. A equipe disputará a semifinal da Série D contra o ASA-AL, em confronto que vale uma vaga na decisão do campeonato. Do outro lado da chave, Uberlândia e ABC brigam pela outra vaga na final.