Em vésperas de Copa do Mundo, o Brasil inteiro se movimenta com uma intenção comum – completar o álbum do Mundial. No entanto, em 2026, uma ação especial gerou um reflexo inédito nas movimentações de compra de figrinhas.
Depois da parceria entre Coca-Cola e Panini, que incluiu cromos exclusivos dentro dos rótulos de garrafas de 600 ml do refrigerante, redes de diferentes estados passaram a registrar casos de furtos e vandalismo nas prateleiras.
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Segundo informações do Metrópoles, consumidores têm arrancado os rótulos das embalagens ainda dentro dos mercados para tentar conseguir as figurinhas promocionais sem comprar o produto.
A prática tem deixado garrafas expostas sem identificação ou com marcas de cola rompida, situação que já começou a circular em fotos e vídeos publicados nas redes sociais.
Figurinhas exclusivas
A promoção faz parte de uma ação especial ligada ao álbum oficial da Copa do Mundo de 2026. A Coca-Cola ganhou uma página exclusiva na coleção e espalhou 14 figurinhas de jogadores em embalagens participantes do refrigerante.
Entre os atletas disponíveis na campanha estão nomes de peso do futebol mundial, como Harry Kane, Lamine Yamal, Virgil van Dijk e Gabriel Magalhães. Justamente por serem cromos exclusivos, os itens passaram a despertar grande interesse entre colecionadores, e acabaram provocando uma onda de retirada irregular dos rótulos.

Roubo de rótulos de Coca-Cola nos supermercados
Supermercados tentam reagir
Com o aumento dos casos, alguns estabelecimentos adotaram medidas improvisadas para tentar evitar os furtos. Em imagens compartilhadas nas redes sociais, é possível ver garrafas com fita adesiva reforçando os rótulos, numa tentativa de impedir que clientes retirem a embalagem antes da compra.
O álbum da Copa do Mundo de 2026 já vinha gerando grande procura entre torcedores e colecionadores por ser a maior edição da história do Mundial, acompanhando a ampliação do torneio para 48 seleções.
Desta vez, no entanto, a parceria com embalagens de refrigerante também levou a disputa pelos cromos para os corredores dos supermercados, ainda que por figurinhas que se repetem com mais frequência do que nas bancas.