O desenvolvimento de uma sociedade não se mede apenas por gráficos de riquezas produzidas, mas também pode ser verificado nas ações de amparo. Uma das mais indicativas deste progresso afetivo, considerando a virtude de socorrer quem está frágil, é a recuperação da dignidade de quem está na rua.
A população desabrigada, perambulando sob viadutos, carregando seus papelões de dormir, por certo não escolhe estar assim porque quer. A Organização das Nações Unidas segue este pressuposto como verdadeiro, ao incentivar o acesso a direitos, inclusão e dignidade a quem perdeu seus lares.
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A Bahia responde sim a este chamamento, ao inaugurar equipamentos do Programa Corra pro Abraço, atuando na prevenção do abuso de psicoativos. O bairro de Águas Claras e o Pelourinho já contam com imóveis, equipamentos e equipes de servidores voltados a prestar o necessário atendimento.
O trabalho é acompanhado de perto pela secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, ao verificar a expansão do programa humanitário. Os investimentos de R$ 70 milhões alcançam os territórios de identidade, beneficiando toda a sociedade quando o cidadão e a cidadã são reintegrados.
A iniciativa converge com a expectativa do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, pois trata-se de dar a mão a quem mais precisa. A oferta do serviço público reconhece a dignidade da pessoa humana, sem recorrer a humilhações, favorecendo a redução de danos.
Em cada exemplo de reabilitação, fica comprovada a importância de dar oportunidade a quem caiu, em vez de criminalizar o sujeito já vulnerável. A transformação não ocorre por mágica, e sim graças a métodos aprovados em estratégias de suporte psicossocial aplicadas por bons profissionais.
O poderoso mutirão do bem agrega ainda restaurantes populares e outras ações de acolhimento como a desenvolvida pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). O resultado vem em forma de pessoas reabilitadas para o bom convívio social.