Defesa Civil aponta possibilidade de preservar estrutura de prédio atingido por explosão

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Equipes da Defesa Civil de Salvador (Codesal) e do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia realizaram, no domingo (1º), vistoria no prédio residencial atingido por uma explosão seguida de incêndio na última sexta-feira (27), no bairro do Stiep, em Salvador.

Após o trabalho de rescaldo, foi constatado que o lado direito do bloco 105A teve o segundo e o terceiro andares comprometidos, sendo necessária a demolição parcial dessas áreas. Apesar dos danos identificados nesses pavimentos, a estrutura geral do edifício poderá ser preservada, segundo a Defesa Civil.

Uma nova avaliação estrutural será realizada nesta segunda-feira (2), com acompanhamento de engenheiro estruturalista responsável por emitir parecer técnico sobre as condições da edificação. A remoção das partes consideradas instáveis já está sendo executada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Sedur), como medida de segurança para os moradores das torres vizinhas 105C e 105D.

A Prefeitura informou que mantém assistência no local por meio de órgãos municipais, com isolamento da área, limpeza do entorno e das áreas comuns e apartamentos atingidos, além da implantação de corredor de proteção e retirada das estruturas comprometidas. A Codesal segue monitorando a situação.

A explosão ocorreu por volta das 10h de sexta-feira e teve início no apartamento 204, após vazamento de gás. Imagens de câmera de segurança registraram o momento da explosão. Moradores relataram que o cheiro de gás já era sentido nos corredores desde as 8h.

Os bombeiros foram acionados pelos moradores e, segundo relatos, aguardaram autorização para arrombar o imóvel onde havia o vazamento. Imagens mostram os militares tentando acessar o apartamento por uma das janelas antes da explosão.

Após a detonação, o fogo se espalhou rapidamente pelo prédio e atingiu diversos apartamentos. À TV Bahia, moradores criticaram a atuação dos bombeiros por não esvaziarem o prédio antes da tentativa de controlar o vazamento.

O comandante-geral da corporação, Aloísio Mascarenhas Fernandes, afirmou que os militares agiram conforme o treinamento. Segundo ele, a explosão ocorreu no momento em que os bombeiros atendiam à ocorrência, possivelmente após acionamento de alguma fonte de calor que provocou o deslocamento violento de massa de ar.

O advogado do proprietário do apartamento 204 informou que o dono autorizou o arrombamento após os relatos de vazamento. Ele estava fora da cidade no momento da ocorrência, dividindo a estadia entre Cachoeira e Salvador.

Ao todo, 16 pessoas receberam atendimento médico, sendo 12 moradores e quatro bombeiros. Quatro moradores foram liberados no local. Sete viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com cerca de 20 profissionais, participaram da operação. Os pacientes passaram por triagem clínica para avaliação da gravidade e necessidade de encaminhamento hospitalar.

A avaliação detalhada da estrutura depende da liberação total da área pelos bombeiros. Segundo o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, há indícios preliminares de colapso em parte da estrutura, mas uma análise aprofundada será realizada em conjunto com o Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT), responsável por apurar as causas do incêndio e emitir relatório técnico.

Com informações do G1 Bahia



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