O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que, caso seja eleito, trabalhará pela aprovação de uma anistia. Durante sabatina na TV Globo nesta sexta-feira (28), o senador criticou o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na condenação do pai a 27 anos de prisão.
Na avaliação de Flávio, o ex-presidente não teve um julgamento imparcial. “Ele foi julgado pelos seus inimigos. Você nunca queira ser julgado pelos seus inimigos porque você já sabe qual vai ser o resultado final antes do processo começar”, afirmou. O candidato também questionou a condenação por organização criminosa armada, argumentando que não foram encontradas armas entre os participantes dos atos de 8 de Janeiro.
Flávio ainda contestou a responsabilização do pai pelos ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos enquanto Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos. “Depredação de patrimônio público por wifi? É o golpe da Disney já que ele estava nos Estados Unidos?”, ironizou. Durante a entrevista, o candidato também fez críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
Ao tratar das acusações relacionadas a militares, Flávio afirmou que eventuais atos praticados individualmente deveriam ser atribuídos aos seus responsáveis. “Se esse general planejou isso, isso é responsabilidade dele. Por que o depoimento do [ex-ajudante de ordens, Mauro] Cid, quando ele diz que nunca foi tratado de golpe de Estado dentro do governo ou com qualquer pessoa foi desconsiderado”, questionou.
O candidato também criticou a atuação de Alexandre de Moraes e mencionou o episódio envolvendo o ministro e brasileiros em um aeroporto na Itália. “A gente está falando de um relator desse processo que foi ofendido em um aeroporto lá na Itália. E o que ele faz? Abre um processo contra as pessoas que constrangeram ele em um aeroporto na Itália como se fosse um atentado à democracia”, declarou.
Flávio ampliou as críticas ao Judiciário ao falar sobre liberdade de imprensa e segurança jurídica. “Sou o único candidato que pode trazer a segurança jurídica de novo […] hoje até fontes jornalísticas são ameaçadas, tem quebra de sigilo, sofre busca e apreensão”, afirmou, ao abordar um processo envolvendo Flávio Dino e um jornalista maranhense.
Por fim, o senador vinculou diretamente uma eventual vitória nas urnas à tentativa de beneficiar os condenados pelos episódios relacionados ao 8 de Janeiro. “Como presidente na República, vou trabalhar para fazer a anistia”, prometeu.
Com informações do Bnews