A cirurgia aconteceu no Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona –
O Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, acaba de romper uma nova fronteira na medicina moderna. Pela primeira vez na história, uma equipe médica realizou um transplante de rosto utilizando os tecidos de uma doadora que optou pela eutanásia.
O procedimento, considerado um marco técnico, permitiu um nível de precisão funcional e estética jamais visto em cirurgias de alta complexidade.
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Diferente dos transplantes convencionais, onde a equipe precisa agir contra o relógio após uma morte cerebral súbita, este caso permitiu um planejamento cirúrgico sem precedentes.
Por se tratar de uma morte assistida, os médicos tiveram tempo para colaborar com engenheiros e utilizar softwares de modelagem em três dimensões.
“Pudemos sentar com engenheiros e, com modelos em 3D, planejar as melhores opções de reconstrução e adaptação das estruturas ósseas para alcançar o máximo de compatibilidade funcional”, explicou Joan-Pere Barret, chefe da unidade de cirurgia plástica do hospital.
A vida de Carmen após a bactéria
A beneficiária desta inovação foi Carmen, uma mulher que teve a face desfigurada por uma infecção bacteriana agressiva. O problema ia muito além da estética: Carmen havia perdido a capacidade de comer, falar e respirar adequadamente.
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Realizado no ano passado, o transplante foi um sucesso. Em coletiva de imprensa, Carmen celebrou a recuperação de sua qualidade de vida, embora continue em fisioterapia intensiva para reativar a sensibilidade e os movimentos faciais.
Mais que estética: Uma obra de engenharia humana
O transplante de rosto é um dos maiores desafios da medicina por envolver estruturas microscópicas. O médico Joan-Pere Barret reforça que o objetivo é evitar o efeito “máscara”.
A cirurgia se torna extremamente complexa porque músculos, nervos e vasos sanguíneos com menos de um milímetro de diâmetro precisam ser religados. O foco principal é devolver a sensibilidade e o controle motor, essenciais para as atividades básicas do dia a dia.
Este caso na Espanha consolida a tecnologia 3D e o planejamento antecipado como o futuro da piscicultura humana (reconstrução de tecidos), unindo ética e ciência para salvar identidades.