O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, travou a publicação do comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial de domingo, 25.
A decisão foi tomada após o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dizer que não reconhecia a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pedir a anulação do pleito.
O rascunho do comunicado estava pronto no Departamento de Estado dos Estados Unidos, como é de praxe em relação a eleições ao redor do mundo.
No entanto, houve orientação para adiar a publicação e “avaliar” a situação após Flávio dizer que teria havido irregularidades por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário da votação.
A embaixada dos Estados Unidos no Brasil foi questionada, mas não deu previsão de publicação do comunicado, segundo a Folha de S. Paulo.
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O cenário foi diferente em 2022
Na eleição de 2022, durante o governo de Joe Biden, os EUA foram um dos primeiros países a cumprimentar o presidente Lula pela vitória no pleito, em meio a acusações de fraude feitas por Jair Bolsonaro (PL).
Líderes internacionais saúdam Lula pela vitória no Brasil
Na América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, exaltou a vitória do povo brasileiro. “Vida longa a democracia, o povo do Brasil venceu”, afirmou.
O mandatário do Equador, Daniel Noboa, do campo da direita, afirmou que o trabalho, em conjunto com os demais chefes de Estado da região, fará com que a América do Sul tenha diversos ganhos.
“Nossa região tem inimigos em comum, desafios divididos, mas muito a ganhar quando trabalhamos juntos”, disse Noboa.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, também parabenizou Lula pela reeleição e destacou o processo democrático brasileiro. “Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países”, publicou.
Já Rodrigo Paz, mandatário da Bolívia, ressaltou os laços históricos entre os dois países e a intenção de ampliar a cooperação bilateral. “Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações”, escreveu.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também se manifestou nas redes sociais, parabenizando Lula e a população brasileira pela jornada democrática.
O chefe do Poder Executivo chileno, José Antonio Kast, afirmou ter telefonado para Lula para parabenizá-lo pela vitória e destacou a intenção de fortalecer as relações bilaterais, com foco na integração econômica e no combate ao crime organizado.
Europa celebra vitória do progressismo
Na Europa, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que o que aconteceu no Brasil vai se repetir no seu país. “Uma grande vitória para Lula. A ressureição do progressismo global está apenas começando”, disse.
Na França, o presidente Emmanuel Macron também celebrou a vitória de Lula, de quem é próximo: “França e Brasil têm muito a construir juntos”, contou.
Já a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, ressaltou o fato de a “democracia e multilateralismo terem vencido no Brasil”.
Do outro lado do Atlântico, no Canadá, o primeiro-ministro do país, Mark Carney, disse que a relação entre os dois países floresceu sob parceria. “Vamos aproveitar esta oportunidade para fazer isto ficar mais forte, juntos”, pontuou.
Milei permanece em silêncio
Por sua vez, o presidente da Argentina, Javier Milei, se manteve em silêncio, assim como Trump.