A disseminação de narrativas anticiência e de misoginia (ódio às mulheres) pela internet tem exigido proporcional esforço para conter seus efeitos malignos. Uma boa tática para vencer a má-fé, por meio da iluminação das consciências, é o calendário colorido do enfrentamento de doenças comuns ao corpo feminino. Ora, não há felicidade sem saúde, por isso, é plenamente justificado o empenho pela vida, visando incentivar o diagnóstico precoce dos males.
Neste mês de março, o lilás representa o combate ao câncer de colo de útero, tendo como um dos principais objetivos alertar sobre a infecção por HPV. Trata-se do papilomavírus sexualmente transmissível, multiplicando-se mais de 200 tipos, entre os quais o causador de tumores malignos de alta letalidade.
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A região a ser examinada preventivamente fica na parte mais abaixo do útero, na conexão com a vagina, funcionando como proteção e passagem de fluidos. Tem vacina para meninas e meninos púberes ou em final de infância, disponível no Sistema Único de Saúde – e aqui vale reforçar um alerta grave de ideologia. Embora admirado mundialmente, e apesar de corrigidas as imperfeições, este sistema vem sendo levianamente agredido por grupos de mentirosos digitais.
Já o Março Azul-Marinho propõe a prevenção de câncer colorretal, resultando no estímulo aos cuidados com o intestino, por meio da adoção de hábitos saudáveis. Boa alimentação; evitar sedentarismo; largar de fumar e outros vícios, estão entre as recomendações para as mulheres inclinadas a quererem viver mais e melhor.
O sinal amarelo indica a oportunidade de livrar-se totalmente ou, ao menos, aliviar os efeitos da endometriose – doença relacionada a alterações no endométrio. Trata-se do revestimento interno do útero, necessário para a reprodução, mas capaz de gerar dor e sofrimento, em caso de excesso, via fluxo menstrual irregular.