Eduardo Bolsonaro diz que Trump pode não reconhecer vitória de Lula e ataca “caixa-preta” das urnas eletrônicas

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, durante uma agenda em Washington, nos Estados Unidos, que o governo de Donald Trump poderia não reconhecer uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras de 2026. A declaração ocorreu em meio à atuação de Eduardo junto a autoridades norte-americanas e às críticas feitas por ele ao sistema eletrônico de votação brasileiro.


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Segundo Eduardo, uma eventual rejeição do resultado estaria relacionada à possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) contestar uma vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Ele afirmou que, caso ministros da Corte considerassem uma eventual vitória de Flávio como um ato de “golpismo”, os Estados Unidos poderiam deixar de reconhecer o resultado. A declaração foi feita durante entrevista em frente ao Departamento de Estado americano.

Na mesma ocasião, Eduardo voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras. A fala ocorre depois de outras manifestações suas e de Flávio Bolsonaro levantando dúvidas sobre o sistema eleitoral. Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que Eduardo retirasse de suas redes sociais publicações consideradas desinformativas sobre as urnas.

A decisão do TSE estava relacionada a publicações que associavam indevidamente as urnas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. Segundo a Justiça Eleitoral, a empresa não forneceu urnas para o Brasil. O ministro Nunes Marques determinou a retirada das publicações e proibiu novas postagens com o mesmo conteúdo.

O próprio Flávio Bolsonaro afirmou, em agosto, que respeitaria o resultado das eleições e disse que não questionava as urnas eletrônicas. Na ocasião, também reconheceu como equivocada uma declaração anterior sobre uma empresa venezuelana relacionada ao sistema de votação brasileiro.

A Justiça Eleitoral afirma que o sistema de votação passa por diferentes etapas de fiscalização e auditoria. Para as eleições de 2026, estão previstos modelos de urnas já utilizados anteriormente, além da participação de entidades fiscalizadoras e missões de observação eleitoral credenciadas pelo TSE.

O TSE também esclarece que as urnas não ficam conectadas à internet, ao Wi-Fi, ao Bluetooth ou à rede de telefonia durante a votação. Ao final do processo, cada equipamento imprime o Boletim de Urna, documento que registra os votos daquela seção e pode ser conferido por fiscais e pela população.

As declarações de Eduardo ocorrem em paralelo à sua articulação nos Estados Unidos para pressionar o governo Trump a adotar medidas contra integrantes do STF. Segundo a Reuters, ele vem defendendo a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.

Com informações da Revista Fórum



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