Eduardo Bolsonaro sugere perseguir opositores caso Flávio vença eleições

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Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende promover mudanças no Itamaraty e retirar da carreira diplomatas que, segundo ele, teriam atuado contra o governo de Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, no qual o ex-deputado condicionou as medidas à eventual eleição de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência.

Segundo Eduardo, ele teria identificado diplomatas que considera responsáveis por uma suposta “sabotagem” ao governo do pai. Entre os alvos mencionados está o embaixador brasileiro na Espanha. O ex-deputado afirmou que pretende realizar uma espécie de “faxina” no Ministério das Relações Exteriores.

A proposta está relacionada a um plano de reformulação do Itamaraty que vem sendo associado ao grupo político de Flávio Bolsonaro. Entre as ideias discutidas estão mudanças nos critérios de promoção de diplomatas, estabelecimento de metas de desempenho e maior concentração da atuação brasileira em países considerados estratégicos. O modelo teria como uma de suas referências alterações promovidas na diplomacia dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.

Eduardo também afirmou que poderia assumir um posto no governo do irmão caso Flávio seja eleito. Entre as possibilidades citadas estão o comando do próprio Itamaraty ou uma eventual indicação para a embaixada brasileira em Washington.

As declarações ocorrem enquanto Eduardo permanece nos Estados Unidos e mantém atuação política voltada à política externa e às relações entre os governos brasileiro e norte-americano. Em outras ocasiões, ele já afirmou ser alvo de perseguição e criticou decisões tomadas por autoridades brasileiras.

A proposta de afastar diplomatas, porém, é apresentada por Eduardo como uma resposta a servidores que ele considera terem atuado contra o governo de Jair Bolsonaro. A existência de uma perseguição sistemática dentro do Itamaraty é contestada por aliados e não foi apresentada, nas informações divulgadas, como uma conclusão institucional independente.

O episódio recoloca a política externa no debate eleitoral de 2026 e evidencia a intenção de setores ligados à família Bolsonaro de promover mudanças na estrutura e na orientação do Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Com informações da Revista Fórum



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