Estadão esculacha Flávio Bolsonaro por elo com miliciano condenado pela morte de Marielle

1


Um editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira (23) criticou a relação entre o gabinete de Flávio Bolsonaro (PL) e Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo relacionado ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.


Banner ChatGPT

A publicação repercutiu a investigação da Polícia Federal que identificou conversas entre Calixto e Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora de Flávio. Segundo a apuração, os diálogos tratavam da liberação de cerca de R$ 199 mil em emendas parlamentares destinadas a um projeto esportivo do Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), no Rio de Janeiro.

Nas mensagens, Calixto aparece cobrando informações sobre os recursos e pedindo que o senador ajudasse na liberação da verba. A PF identificou Maria de Fátima como interlocutora direta do miliciano no gabinete de Flávio. Os investigadores também registraram uma solicitação de quatro ingressos para um camarote no desfile das escolas campeãs do Carnaval do Rio, classificada no relatório como possível vantagem indevida.

Calixto foi condenado em fevereiro de 2026 pela Primeira Turma do STF a nove anos de prisão por integrar organização criminosa armada no processo sobre a morte de Marielle e Anderson. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, também julgados na ação penal, receberam penas de 76 anos e três meses cada por serem apontados como mandantes dos assassinatos.

O editorial do Estadão também recuperou declarações feitas por Flávio Bolsonaro em 2007, quando ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro, sobre milícias. O jornal relacionou essas manifestações ao episódio atualmente investigado e questionou a resposta apresentada pelo senador diante das novas informações.

Em nota, Flávio afirmou que a emenda foi destinada dentro da legislação e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte. O senador também declarou que a entidade responsável apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. Segundo sua assessoria, eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

Flávio Bolsonaro não é alvo da Operação Emendatio, que investiga possíveis desvios de emendas parlamentares destinadas a entidades do Rio de Janeiro. A apuração busca esclarecer a aplicação dos recursos e eventual participação de diferentes envolvidos. Até o momento, as negociações registradas nas mensagens não constituem, por si só, prova de responsabilidade criminal do senador.

O caso ganhou repercussão durante a campanha eleitoral de 2026 e colocou novamente no centro do debate as relações entre políticos do Rio de Janeiro, emendas parlamentares e grupos investigados por atuação criminosa.

Com informações do DCM



Artigos relacionados

Últimas notícias

Agente da Transalvador diz ser de ‘facção’ durante abordagem

Foto: Reprodução/Redes Sociais Uma agente da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador),...

Últimas notícias

Série sobre o Banco Master e Fábio Porchat é derrubada no Instagram

A Meta retirou do Instagram o perfil oficial da série de reportagens...