O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que não votará no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Ex-integrante do governo Jair Bolsonaro, Weintraub declarou que pretende repetir a abstenção do primeiro turno e justificou sua decisão citando suspeitas de corrupção envolvendo o parlamentar.
Em declaração repercutida pelo Diário do Centro do Mundo, Weintraub resumiu sua posição com a frase: “Entre dois males, não escolha nenhum”. Atualmente residente nos Estados Unidos, o ex-ministro afirmou que não pretende apoiar Flávio na disputa presidencial.
Weintraub também relembrou o rompimento com o grupo político de Jair Bolsonaro, ocorrido em 2020, quando deixou o Ministério da Educação. Segundo ele, a aproximação do governo com partidos do Centrão contribuiu para seu afastamento.
“Quando apoiei Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”, declarou.
O ex-ministro também mencionou os políticos Paulo Maluf e Luiz Inácio Lula da Silva ao explicar por que não pretende mudar sua postura nesta eleição. “Nunca votei em gente assim. Não vou começar a fazer isso depois de velho”, afirmou.
Flávio Bolsonaro é alvo de investigação
A manifestação de Weintraub ocorre enquanto Flávio Bolsonaro é alvo de uma investigação da Polícia Federal relacionada ao financiamento do filme Dark Horse, produção cinematográfica sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
A apuração envolve suspeitas de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da Polícia Federal.
Até o momento, a existência da investigação não significa que Flávio tenha sido condenado pelos crimes apurados.
Weintraub também questiona sistema eleitoral
Além de descartar o apoio ao senador, Weintraub voltou a fazer críticas ao sistema eleitoral brasileiro. O ex-ministro questionou aspectos relacionados à independência do voto e à auditoria das urnas eletrônicas.
Weintraub comandou o Ministério da Educação entre abril de 2019 e junho de 2020, durante o governo Jair Bolsonaro. Sua saída ocorreu após uma série de controvérsias, incluindo declarações ofensivas contra ministros do STF.
A decisão de não votar em Flávio Bolsonaro evidencia o distanciamento do ex-ministro em relação ao grupo político que integrou durante parte do governo do ex-presidente.
Com informações do DCM